HVC - Hospital Vera Cruz (SP) — Prova 2025
Mulher, de 45 anos de idade, comparece ao ambulatório ginecológico para exame de rotina. Tem dois filhos, ambos nascidos de parto normal. Nega uso de contraceptivos hormonais no momento. Relata que não está fazendo seus exames preventivos regularmente. Ao exame especular, foi observada uma lesão friável no colo do útero. A biópsia foi realizada e confirmou o diagnóstico de um carcinoma espinocelular do colo uterino em estágio inicial. Qual é o método de rastreamento mais adequado que a paciente deveria estar fazendo regularmente para o rastreamento deste tipo de neoplasia?
Rastreamento padrão-ouro para câncer de colo uterino = Citopatológico (Papanicolaou) em mulheres de 25 a 64 anos.
O rastreamento populacional visa identificar lesões precursoras assintomáticas; o exame citopatológico é o método de escolha devido ao custo-benefício e eficácia comprovada.
O câncer de colo do útero é uma das neoplasias mais evitáveis através do rastreamento sistemático. O carcinoma espinocelular (CEC) representa cerca de 80-90% dos casos e está fortemente associado à infecção persistente por tipos oncogênicos do HPV. O exame citopatológico (Papanicolaou) permite identificar alterações celulares (displasias) que precedem o câncer invasor em anos. A eficácia do rastreamento depende da cobertura populacional e da qualidade da coleta e análise laboratorial. No Brasil, as diretrizes enfatizam a transição para o intervalo trienal após resultados normais para otimizar recursos e reduzir intervenções desnecessárias em lesões de baixo grau que poderiam regredir espontaneamente.
Segundo o INCA, o rastreamento deve ser realizado em mulheres e pessoas com colo do útero na faixa etária de 25 a 64 anos que já tiveram atividade sexual. A periodicidade deve ser anual e, após dois exames consecutivos negativos com intervalo de um ano, o rastreamento passa a ser realizado a cada três anos.
A biópsia é um procedimento invasivo e diagnóstico, utilizado para confirmar a presença de neoplasia em pacientes que já apresentam lesões visíveis ao exame físico ou alterações suspeitas no rastreamento citológico/colposcópico. O rastreamento, por definição, é aplicado em larga escala em populações assintomáticas.
Diante de uma lesão friável ou clinicamente suspeita ao exame especular, a conduta imediata é a realização de biópsia para diagnóstico histopatológico, independentemente do resultado de exames citopatológicos prévios. No entanto, para a prevenção e detecção precoce na população geral, o método preconizado continua sendo a citologia.
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