INCA - Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (RJ) — Prova 2021
Mulher, 17 anos, iniciou vida sexual há 1 ano. Comparece a consulta para avaliação de rotina. Sem queixas no momento. De acordo com as Diretrizes para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero de 2016, publicadas pelo Ministério da Saúde, essa paciente deve iniciar o rastreio de câncer cervical por meio de colpocitologia oncótica:
Rastreamento de câncer de colo de útero no Brasil inicia aos 25 anos para mulheres com vida sexual ativa, conforme MS 2016.
As Diretrizes para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero de 2016 do Ministério da Saúde recomendam o início do rastreamento citopatológico (Papanicolau) a partir dos 25 anos de idade para mulheres que já iniciaram a vida sexual. Isso visa otimizar a detecção de lesões precursoras de alto grau, evitando intervenções desnecessárias em lesões de baixo grau que regridem espontaneamente em mulheres mais jovens.
O câncer de colo do útero é uma das principais causas de morte por câncer entre mulheres no Brasil, mas é altamente prevenível e curável quando detectado precocemente. O rastreamento por meio da colpocitologia oncótica (exame de Papanicolau) é a principal estratégia para identificar lesões precursoras e o câncer em estágios iniciais. No entanto, a idade de início e a frequência do rastreamento são pontos cruciais e baseados em evidências. As Diretrizes para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero de 2016, publicadas pelo Ministério da Saúde, estabelecem que o rastreamento deve ser iniciado a partir dos 25 anos de idade para mulheres que já iniciaram a vida sexual. Essa recomendação se baseia no fato de que, em mulheres mais jovens, as infecções por HPV e as lesões de baixo grau são muito frequentes e tendem a regredir espontaneamente, sem necessidade de intervenção. O rastreamento precoce poderia levar a um excesso de exames e procedimentos desnecessários, com seus respectivos riscos e custos. Para residentes, é fundamental dominar essas diretrizes, pois elas guiam a prática clínica na atenção primária e secundária. O conhecimento da idade de início (25 anos), da frequência (a cada três anos após dois exames anuais negativos) e da idade de término (64 anos, com exames negativos recentes) é essencial para um rastreamento eficaz e seguro, evitando tanto a subdetecção quanto o sobrediagnóstico e sobretratamento.
De acordo com as Diretrizes para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero de 2016 do Ministério da Saúde, o rastreamento deve ser iniciado a partir dos 25 anos de idade para mulheres que já tiveram atividade sexual.
Em mulheres jovens, as infecções por HPV e as lesões de baixo grau são muito comuns e, na maioria dos casos, regridem espontaneamente. O rastreamento precoce poderia levar a exames complementares e tratamentos desnecessários, com potenciais riscos e impactos psicológicos, sem benefício comprovado na redução da mortalidade por câncer cervical.
Após dois exames anuais consecutivos negativos, a frequência recomendada é a cada três anos. O rastreamento deve ser mantido até os 64 anos, desde que a mulher tenha dois exames negativos nos últimos cinco anos.
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