UOPCCAN - União Oeste Paranaense de Combate ao Câncer (PR) — Prova 2021
Mulher de 18 anos de idade, assintomática, sem antecedentes pessoais ou familiares relevantes, relata que tomou a série completa de vacinas quadrivalentes para o papilomavírus humano (HPV) e retorna para mostrar o exame de Papanicolau realizado no último mês, que foi normal. Nega ter feito o Papanicolau outras vezes. Com relação à prevenção de câncer cervical, a recomendação correta é solicitar:
Mulher < 25 anos, Papanicolau normal, vacinada HPV → repetir Papanicolau em 1 ano (primeiro rastreamento).
As diretrizes brasileiras para rastreamento do câncer de colo de útero recomendam o início do Papanicolau aos 25 anos para mulheres que já iniciaram atividade sexual. No entanto, se o primeiro exame for realizado antes dessa idade (como aos 18 anos na questão) e for normal, a recomendação é repetir em 1 ano. Se este segundo exame também for normal, a periodicidade passa a ser a cada 3 anos. A vacinação contra o HPV não altera a necessidade de rastreamento citopatológico.
O câncer de colo de útero é uma neoplasia maligna prevenível, e o rastreamento citopatológico, principalmente através do exame de Papanicolau, é a principal estratégia para sua detecção precoce. As diretrizes brasileiras, atualizadas periodicamente pelo Ministério da Saúde, são cruciais para orientar a prática clínica e garantir a eficácia do programa de rastreamento. Para mulheres jovens, como a do caso (18 anos), a recomendação geral é iniciar o rastreamento aos 25 anos. No entanto, se o exame for realizado antes dessa idade e o resultado for normal, a conduta é repetir em 1 ano. Se o segundo Papanicolau também for normal, a periodicidade passa a ser a cada 3 anos. Essa abordagem visa identificar lesões precursoras em tempo hábil, sem submeter a mulher a exames desnecessários. A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) é uma ferramenta poderosa na prevenção primária do câncer de colo de útero, protegendo contra os tipos de HPV de alto risco mais comuns. Contudo, é fundamental que os profissionais de saúde reforcem que a vacina não substitui o rastreamento citopatológico, pois ela não confere proteção contra todos os tipos de HPV oncogênicos e não tem efeito terapêutico sobre infecções já estabelecidas. A combinação de vacinação e rastreamento é a estratégia mais eficaz.
As diretrizes brasileiras recomendam o início do rastreamento citopatológico (Papanicolau) aos 25 anos de idade para mulheres que já iniciaram atividade sexual.
Se o primeiro Papanicolau for realizado antes dos 25 anos e for normal, a recomendação é repetir o exame em 1 ano. Se o segundo exame também for normal, a periodicidade passa a ser a cada 3 anos.
Não, a vacinação contra o HPV não dispensa a necessidade de rastreamento cervical com o Papanicolau. A vacina protege contra os tipos de HPV mais oncogênicos, mas não cobre todos os tipos e não trata infecções preexistentes, sendo o rastreamento ainda fundamental.
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