HFASP - Hospital de Força Aérea de São Paulo — Prova 2021
Joana, 51 anos, procura a ginecologista da UBS próxima à sua residência para retomar os ''exames preventivos'' após 5 anos sem acompanhamento. Qual a frequência de realização da colpocitologia oncótica é a mais indicada para o rastreamento do câncer de colo do útero nesta paciente?
Rastreamento câncer colo útero: após 2 exames anuais normais, frequência trienal (3/3 anos).
As diretrizes brasileiras para o rastreamento do câncer de colo do útero recomendam a realização da colpocitologia oncótica a cada três anos, após dois exames anuais consecutivos normais. Isso se aplica a mulheres entre 25 e 64 anos.
O rastreamento do câncer de colo do útero é uma das estratégias de saúde pública mais eficazes para a prevenção e detecção precoce da doença. A colpocitologia oncótica, ou Papanicolau, é o principal método utilizado, permitindo identificar lesões precursoras antes que se tornem malignas. A adesão às diretrizes de rastreamento é fundamental para reduzir a morbimortalidade associada ao câncer cervical, que ainda representa um grave problema de saúde em muitas regiões. As diretrizes brasileiras, preconizadas pelo Ministério da Saúde, estabelecem que o rastreamento deve ser iniciado aos 25 anos para mulheres que já tiveram atividade sexual e estendido até os 64 anos. A periodicidade inicial é anual. Se dois exames consecutivos apresentarem resultados normais, a frequência pode ser espaçada para a cada três anos. Essa abordagem otimiza os recursos e minimiza a ansiedade das pacientes, mantendo a eficácia do rastreamento. É crucial que os profissionais de saúde orientem corretamente as pacientes sobre a importância da periodicidade e a interpretação dos resultados. A compreensão das indicações e contraindicações do exame, bem como o manejo de resultados alterados, são competências essenciais para residentes e médicos generalistas. A educação em saúde e o acesso facilitado aos serviços de rastreamento são pilares para o sucesso do programa de controle do câncer de colo do útero.
O rastreamento é recomendado para mulheres entre 25 e 64 anos que já tiveram atividade sexual.
Após dois exames anuais consecutivos normais, a frequência passa a ser trienal (a cada três anos).
A periodicidade trienal é segura e eficaz, pois o câncer de colo do útero geralmente tem um desenvolvimento lento, permitindo a detecção de lesões precursoras em um intervalo maior.
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