UFAM/HUGV - Hospital Universitário Getúlio Vargas - Manaus (AM) — Prova 2015
Com aproximadamente 530 mil casos novos por ano no mundo, o câncer do colo do útero é o terceiro tipo de câncer mais comum entre as mulheres, sendo responsável pelo óbito de 274 mil mulheres por ano (WHO, 2008). Na análise regional no Brasil, o câncer do colo do útero destaca-se como o primeiro mais incidente na Região Norte, com 24 casos por 100 mil mulheres. Assinale a alternativa CORRETA:
Rastreamento Papanicolau: 25-60 anos, anual; após 2 negativos, a cada 3 anos.
O rastreamento do câncer de colo do útero é fundamental para a detecção precoce de lesões precursoras. As diretrizes brasileiras recomendam o exame citopatológico (Papanicolau) para mulheres de 25 a 60 anos, anualmente e, após dois exames negativos consecutivos, a cada três anos.
O câncer de colo do útero é uma das neoplasias mais prevalentes entre as mulheres globalmente, sendo a quarta causa de morte por câncer em mulheres. No Brasil, sua incidência ainda é alta, especialmente em regiões com menor acesso a serviços de saúde. A infecção persistente por tipos oncogênicos do Papilomavírus Humano (HPV) é a principal causa, tornando o rastreamento e a vacinação estratégias cruciais de saúde pública. A transmissão do HPV ocorre principalmente por via sexual, através do contato pele a pele ou mucosa a mucosa. As lesões precursoras (NIC - Neoplasia Intraepitelial Cervical) são geralmente assintomáticas, o que ressalta a importância do rastreamento periódico. O exame citopatológico (Papanicolau) é a principal ferramenta de rastreamento, detectando alterações celulares antes que se tornem câncer invasivo. A colposcopia e a biópsia são utilizadas para confirmar o diagnóstico das lesões suspeitas. As diretrizes de rastreamento no Brasil, conforme o Ministério da Saúde, focam em mulheres de 25 a 60 anos. A periodicidade recomendada é anual e, após dois exames negativos consecutivos, a cada três anos. Essa estratégia visa identificar lesões em tempo hábil para intervenção. O tratamento varia desde a excisão local para lesões precursoras até cirurgia, radioterapia e quimioterapia para o câncer invasivo. A vacinação contra o HPV é a medida preventiva primária mais eficaz.
O Papanicolau permite a detecção de alterações celulares nas lesões precursoras do câncer de colo do útero, possibilitando tratamento precoce e evitando a progressão para a doença invasiva.
O rastreamento é prioritário para mulheres de 25 a 60 anos, com exames anuais e, após dois resultados negativos consecutivos, a cada três anos.
Não, o preservativo reduz o risco, mas não protege totalmente, pois o HPV pode ser transmitido por contato pele a pele em áreas não cobertas pelo preservativo, como a região perineal e escrotal.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo