Rastreamento Câncer de Colo de Útero: Diretrizes e Papanicolau

HNMD - Hospital Naval Marcílio Dias (RJ) — Prova 2023

Enunciado

Em relação ao rastreamento de câncer de colo de útero e ao exame de Papanicolau, é correto afirmar que:

Alternativas

  1. A) todas as mulheres com 25 anos ou mais devem realizar colpocitologia oncótica cervical, independentemente de sexarca e/ou atividade sexual.
  2. B) deve ser realizada a cada três anos nas pacientes com mais de 30 anos e que já tiveram a sua sexarca, independentemente de atividade sexual atual, desde que possuam três exames consecutivos negativos para neoplasias.
  3. C) na paciente saudável e assintomática, que possui três exames consecutivos negativos para neoplasias, é razoável suspender o rastreamento regular após os 60 anos.
  4. D) não é necessário manter rastreamento em todas as mulheres que foram submetidas a histerectomia total (ou seja, com a retirada completa do colo uterino).
  5. E) não é necessário rastreamento nas pacientes que já iniciaram suas atividades sexuais, porém não possuem atividade sexual há mais de 3 anos, bem como três exames consecutivos negativos.

Pérola Clínica

Rastreamento Papanicolau: início aos 25 anos (após sexarca), anual por 2 anos, se negativos → a cada 3 anos. Suspender aos 64 anos com 2 exames negativos nos últimos 5 anos.

Resumo-Chave

As diretrizes para o rastreamento do câncer de colo de útero são baseadas na idade de início da atividade sexual, idade da paciente e resultados anteriores. A frequência trienal é estabelecida após dois exames anuais negativos, e a suspensão do rastreamento tem critérios específicos.

Contexto Educacional

O rastreamento do câncer de colo de útero, realizado principalmente através da colpocitologia oncótica cervical (exame de Papanicolau), é uma das estratégias mais eficazes na prevenção secundária dessa neoplasia. O câncer de colo de útero é o terceiro tipo de câncer mais comum entre as mulheres no Brasil, e sua etiologia está fortemente ligada à infecção persistente pelo Papilomavírus Humano (HPV). As diretrizes brasileiras recomendam o início do rastreamento para mulheres que já iniciaram a atividade sexual, a partir dos 25 anos de idade. Os dois primeiros exames devem ser realizados com intervalo de um ano e, se ambos forem negativos, os exames subsequentes podem ser feitos a cada três anos. Essa periodicidade é baseada na história natural da infecção por HPV e na progressão das lesões. A suspensão do rastreamento é um ponto importante. Para mulheres saudáveis e assintomáticas, com 64 anos ou mais, que tenham tido pelo menos dois exames negativos consecutivos nos últimos cinco anos, o rastreamento pode ser suspenso. Além disso, mulheres submetidas a histerectomia total (com retirada do colo uterino) por doença benigna e sem história de lesões de alto grau ou câncer cervical também não necessitam mais de rastreamento.

Perguntas Frequentes

Qual a idade de início e a frequência recomendada para o rastreamento do câncer de colo de útero no Brasil?

O rastreamento é recomendado para mulheres que já iniciaram a atividade sexual, a partir dos 25 anos. Os dois primeiros exames devem ser anuais e, se negativos, os próximos podem ser a cada três anos.

Em que situações o rastreamento do câncer de colo de útero pode ser suspenso?

O rastreamento pode ser suspenso para mulheres com 64 anos ou mais que tenham tido pelo menos dois exames negativos consecutivos nos últimos cinco anos. Também pode ser suspenso em mulheres submetidas a histerectomia total por doença benigna, com ausência de história de lesão de alto grau ou câncer cervical.

Mulheres que não têm atividade sexual atual precisam manter o rastreamento?

Sim, mulheres que já tiveram sexarca devem manter o rastreamento conforme as diretrizes, mesmo que não tenham atividade sexual atual, pois o risco de desenvolver lesões precursoras ou câncer persiste devido a exposições anteriores ao HPV.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo