HNMD - Hospital Naval Marcílio Dias (RJ) — Prova 2023
Em relação ao rastreamento de câncer de colo de útero e ao exame de Papanicolau, é correto afirmar que:
Rastreamento Papanicolau: início aos 25 anos (após sexarca), anual por 2 anos, se negativos → a cada 3 anos. Suspender aos 64 anos com 2 exames negativos nos últimos 5 anos.
As diretrizes para o rastreamento do câncer de colo de útero são baseadas na idade de início da atividade sexual, idade da paciente e resultados anteriores. A frequência trienal é estabelecida após dois exames anuais negativos, e a suspensão do rastreamento tem critérios específicos.
O rastreamento do câncer de colo de útero, realizado principalmente através da colpocitologia oncótica cervical (exame de Papanicolau), é uma das estratégias mais eficazes na prevenção secundária dessa neoplasia. O câncer de colo de útero é o terceiro tipo de câncer mais comum entre as mulheres no Brasil, e sua etiologia está fortemente ligada à infecção persistente pelo Papilomavírus Humano (HPV). As diretrizes brasileiras recomendam o início do rastreamento para mulheres que já iniciaram a atividade sexual, a partir dos 25 anos de idade. Os dois primeiros exames devem ser realizados com intervalo de um ano e, se ambos forem negativos, os exames subsequentes podem ser feitos a cada três anos. Essa periodicidade é baseada na história natural da infecção por HPV e na progressão das lesões. A suspensão do rastreamento é um ponto importante. Para mulheres saudáveis e assintomáticas, com 64 anos ou mais, que tenham tido pelo menos dois exames negativos consecutivos nos últimos cinco anos, o rastreamento pode ser suspenso. Além disso, mulheres submetidas a histerectomia total (com retirada do colo uterino) por doença benigna e sem história de lesões de alto grau ou câncer cervical também não necessitam mais de rastreamento.
O rastreamento é recomendado para mulheres que já iniciaram a atividade sexual, a partir dos 25 anos. Os dois primeiros exames devem ser anuais e, se negativos, os próximos podem ser a cada três anos.
O rastreamento pode ser suspenso para mulheres com 64 anos ou mais que tenham tido pelo menos dois exames negativos consecutivos nos últimos cinco anos. Também pode ser suspenso em mulheres submetidas a histerectomia total por doença benigna, com ausência de história de lesão de alto grau ou câncer cervical.
Sim, mulheres que já tiveram sexarca devem manter o rastreamento conforme as diretrizes, mesmo que não tenham atividade sexual atual, pois o risco de desenvolver lesões precursoras ou câncer persiste devido a exposições anteriores ao HPV.
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