TECM Teórica - Prova Teórica de Clínica Médica — Prova 2024
Mulher de 23 anos de idade vem à Unidade Básica de Saúde (UBS), solicitando a realização de exame de Papanicolau (colpocitologia oncótica de material de esfregaço cérvico-vaginal) por ter iniciado relações sexuais há seis meses. Em relação ao rastreamento do câncer de colo uterino, assinale a alternativa incorreta.
Rastreio HPV molecular → intervalo aumenta para 5 anos (vs 3 anos na citologia convencional).
O rastreio citológico inicia aos 25 anos. A transição para testes moleculares de HPV (DNA-HPV) permite ampliar o intervalo de rastreio para 5 anos devido ao seu altíssimo valor preditivo negativo.
O rastreamento do câncer do colo do útero no Brasil segue as diretrizes do INCA (2016), priorizando a faixa etária de 25 a 64 anos. A citologia oncótica ainda é o padrão no SUS, mas há uma transição em curso para a incorporação de testes de biologia molecular (DNA-HPV) como estratégia primária, o que otimiza a detecção de lesões de alto grau. Além disso, a estratégia de prevenção primária foi atualizada para dose única vacinal, alinhando-se às recomendações da OMS para eliminação do câncer cervical como problema de saúde pública.
O rastreamento deve começar aos 25 anos de idade para mulheres que já iniciaram atividade sexual. Antes dessa idade, as lesões precursoras têm alta taxa de regressão e o rastreio pode levar a procedimentos desnecessários.
Diferente da citologia (Papanicolau), que é realizada a cada 3 anos após dois exames anuais normais, o teste molecular de HPV, por possuir maior sensibilidade, permite que o intervalo entre os rastreios seja estendido para 5 anos.
Desde abril de 2024, o Ministério da Saúde adotou o esquema de dose única da vacina quadrivalente contra o HPV para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos, visando aumentar a cobertura vacinal e simplificar a logística.
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