SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2024
Mulher, 26 anos de idade, iniciou vida sexual há dois anos, e vem pela primeira vez ao ginecologista para avaliação ginecológica geral. Nega comorbidades ou queixas. Vem em uso de condom como método contraceptivo. Feito a coleta de amostra cervical para colpocitologia oncótica.Conforme as orientações do Ministério da Saúde, tendo como resultado dessa primeira colpocitologia: LSIL (lesão intraepitelial de baixo grau), indique qual deverá ser a conduta.
LSIL em ≥ 25 anos → Repetir citopatologia em 6 meses; se < 25 anos → Repetir em 3 anos.
O LSIL reflete frequentemente uma infecção transitória pelo HPV. Em mulheres com 25 anos ou mais, a conduta inicial é a repetição citológica para observar persistência, evitando intervenções desnecessárias.
O rastreamento do câncer do colo do útero no Brasil foca na detecção de lesões precursoras em mulheres de 25 a 64 anos. O LSIL é a manifestação citológica da infecção produtiva pelo HPV, com alta probabilidade de regressão espontânea, especialmente em mulheres jovens. A estratégia de repetição semestral para mulheres acima de 25 anos visa equilibrar a detecção de lesões persistentes com a redução de procedimentos invasivos desnecessários. É fundamental que o médico assistente compreenda a diferença entre o rastreamento populacional e o manejo de pacientes sintomáticas ou de alto risco. O seguimento rigoroso daquelas que apresentam citologia alterada é o pilar para a redução da incidência de carcinoma invasor, garantindo que apenas os casos com potencial de progressão sejam submetidos à biópsia e tratamento.
De acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde do Brasil, mulheres com 25 anos ou mais que apresentam resultado de LSIL (Lesão Intraepitelial de Baixo Grau) na primeira coleta devem repetir a citopatologia oncótica em 6 meses. Se o novo exame for normal, a paciente retorna ao rastreamento trienal após dois exames anuais negativos. Se persistir a alteração ou houver progressão, o encaminhamento para colposcopia torna-se obrigatório para avaliação histológica.
A colposcopia imediata para LSIL não é a conduta padrão para a população geral acima de 25 anos no primeiro exame alterado. No entanto, em populações especiais, como pacientes imunossuprimidas ou vivendo com HIV, qualquer alteração citopatológica (incluindo LSIL ou ASC-US) justifica o encaminhamento imediato para colposcopia, independentemente da idade, devido ao maior risco de persistência e progressão da lesão.
Para mulheres com menos de 25 anos, a conduta frente ao LSIL é distinta devido à altíssima taxa de regressão espontânea da infecção por HPV nesta faixa etária. A recomendação é repetir a citopatologia apenas após 3 anos. O objetivo dessa estratégia é evitar o sobretratamento de lesões precursoras que não evoluiriam para câncer, prevenindo complicações obstétricas futuras decorrentes de procedimentos excisionais no colo uterino.
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