Rastreamento Câncer de Colo do Útero: Indicações Especiais

Santa Casa de São José dos Campos (SP) — Prova 2024

Enunciado

O carcinoma do endométrio é o câncer do trato genital mais frequentes nos países desenvolvidos. Existem recomendações para coleta do exame citopatológico do colo do útero diante de situações especiais. Marque a alternativa incorreta.

Alternativas

  1. A) Sem história de atividade sexual. Não há indicação para rastreamento do câncer de colo do útero e seus precursores nesse grupo de mulheres.
  2. B) Gestantes há recomendações conflitantes quanto à coleta de material endocervical em grávidas. Apesar de não haver evidências de que a coleta de espécime endocervical aumente o risco sobre a gestação quando utilizada uma técnica adequada, outras fontes recomendam evitá-la devido ao risco em potencial.
  3. C) Imunossuprimida em mulheres HIV positivas com CD4 abaixo de 200 células/mm³, deve ter priorizada a correção dos níveis CD4 e, enquanto isso, deve ter o rastreamento citológico a cada 9 meses. Considerando a maior frequência de lesões multicêntricas, é recomendado cuidadoso exame da vulva.
  4. D) Histerectomizadas em caso de histerectomia subtotal (com permanência do colo do útero), deve seguir rotina de rastreamento.

Pérola Clínica

Mulheres virgens → não há indicação de rastreamento de câncer de colo do útero, pois o risco de HPV é mínimo.

Resumo-Chave

O rastreamento do câncer de colo do útero é focado na detecção de lesões causadas pelo HPV, que é transmitido sexualmente. Portanto, mulheres sem história de atividade sexual não têm indicação para Papanicolau.

Contexto Educacional

O rastreamento do câncer de colo do útero, realizado principalmente através do exame citopatológico (Papanicolau), é uma estratégia de saúde pública comprovadamente eficaz na redução da incidência e mortalidade da doença. A premissa fundamental do rastreamento é a detecção de lesões precursoras causadas pela infecção persistente por subtipos oncogênicos do Papilomavírus Humano (HPV), que é transmitido sexualmente. Dessa forma, a alternativa A, que afirma que não há indicação para rastreamento em mulheres sem história de atividade sexual, está correta em seu enunciado, mas a questão pede a alternativa INCORRETA. Portanto, a afirmação de que 'Não há indicação para rastreamento do câncer de colo do útero e seus precursores nesse grupo de mulheres' é uma afirmação VERDADEIRA, o que a torna a resposta INCORRETA para a pergunta 'Marque a alternativa incorreta'. As outras alternativas descrevem situações especiais onde o rastreamento tem particularidades, mas são afirmações corretas em si. Para gestantes, o Papanicolau pode ser realizado, preferencialmente no primeiro trimestre, com cautela na coleta endocervical. Em mulheres imunossuprimidas, como as HIV positivas, o risco de lesões e câncer é maior, exigindo um rastreamento mais intensivo e frequente. Já em histerectomizadas, a necessidade do exame depende da extensão da cirurgia: se o colo foi mantido (histerectomia subtotal), o rastreamento deve continuar; se o colo foi removido (histerectomia total) e não havia lesão prévia de alto grau, o rastreamento cessa. Compreender essas nuances é crucial para a prática clínica e para a aprovação em provas de residência.

Perguntas Frequentes

Qual a principal causa do câncer de colo do útero e como isso afeta o rastreamento?

A principal causa é a infecção persistente pelo Papilomavírus Humano (HPV), transmitido sexualmente. Por isso, o rastreamento é direcionado a mulheres com histórico de atividade sexual, pois são as expostas ao vírus.

Mulheres histerectomizadas ainda precisam de Papanicolau?

Se a histerectomia foi total (remoção do útero e colo), o rastreamento não é mais necessário, a menos que a cirurgia tenha sido por lesão de alto grau ou câncer. Se foi subtotal (colo preservado), o rastreamento deve continuar.

Como o rastreamento do câncer de colo do útero difere em mulheres imunossuprimidas?

Mulheres imunossuprimidas, especialmente HIV positivas, têm maior risco de desenvolver lesões cervicais e câncer. O rastreamento deve ser mais frequente (ex: anual) e pode incluir a pesquisa de HPV, além de um exame cuidadoso da vulva.

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