Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2026
Mulher de 70 anos com antecedente de menopausa precoce e sem rastreio ginecológico nos últimos 10 anos. Qual a conduta mais adequada?
Idosa sem rastreio prévio → Citologia (2 exames anuais antes de parar) + Mamografia (até 74 anos).
Pacientes idosas que nunca realizaram rastreio ou estão em atraso devem realizar citopatologia (dois exames anuais negativos antes do espaçamento) e mamografia bienal.
O rastreamento oncológico em pacientes idosas exige uma análise criteriosa do histórico clínico. No Brasil, as diretrizes do Ministério da Saúde focam na relação custo-benefício e na redução de mortalidade. Para o câncer de colo de útero, o objetivo é identificar lesões precursoras em mulheres que não tiveram a oportunidade de rastreio adequado na idade fértil. Para o câncer de mama, embora o rastreio oficial termine aos 69 anos, a decisão de continuar em pacientes com boa expectativa de vida deve ser individualizada, especialmente se houver negligência prévia no acompanhamento. A abordagem integral da saúde da mulher idosa deve priorizar a detecção precoce de neoplasias prevalentes, garantindo que a ausência de sintomas não seja confundida com ausência de risco.
Segundo o Ministério da Saúde, o rastreio citopatológico deve ser realizado até os 64 anos. No entanto, para mulheres com mais de 64 anos que nunca realizaram o exame, a recomendação é realizar dois exames com intervalo de um a três anos. Se ambos forem negativos, a paciente pode ser dispensada de novos exames. No caso clínico apresentado, a paciente de 70 anos não realiza rastreio há 10 anos, o que justifica a coleta imediata para garantir que ela não possua lesões precursoras antes de cessar a vigilância.
A recomendação do Ministério da Saúde para o rastreamento do câncer de mama em mulheres de risco habitual é a realização da mamografia bienal na faixa etária de 50 a 69 anos. Sociedades como a FEBRASGO e o CBR sugerem o início aos 40 anos com periodicidade anual. Para uma paciente de 70 anos que não realiza exames há uma década, a solicitação é mandatória para avaliação inicial, considerando que o risco de neoplasia mamária aumenta com a idade.
A menopausa precoce (antes dos 40 anos) altera o perfil hormonal, mas não exclui a necessidade de rastreamento oncológico. O tempo de exposição estrogênica e o histórico familiar são cruciais. Independentemente do status hormonal, o rastreio de colo de útero segue as normas de exames citopatológicos prévios negativos, e o de mama segue a faixa etária de maior incidência da doença.
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