SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2026
Durante a consulta ginecológica, uma paciente de 42 anos referiu ciclos menstruais regulares e sem sintomas climatéricos intensos. O exame físico mostrou-se normal. Considerando a prevenção secundária do câncer do colo do útero, assinale a alternativa que indica a conduta adequada conforme as diretrizes atuais:
Rastreamento cervical → Citologia trienal após 2 exames anuais normais (25-64 anos).
O rastreamento do câncer do colo do útero no Brasil foca na detecção de lesões precursoras via citologia oncótica ou testes de HPV, respeitando a faixa etária e histórico de exames.
O rastreamento do câncer do colo do útero é o pilar da prevenção secundária em ginecologia. No Brasil, a estratégia prioritária é o exame citopatológico (Papanicolau), embora a incorporação de testes de biologia molecular para HPV esteja em expansão. O objetivo é identificar lesões precursoras (NIC II e III) antes da progressão para carcinoma invasor. A eficácia do programa depende da cobertura da população-alvo e do seguimento adequado de resultados alterados. É fundamental que o médico compreenda que o rastreio não é anual de forma vitalícia; a extensão do intervalo para três anos após exames normais é baseada em evidências de segurança e custo-efetividade, reduzindo intervenções desnecessárias em lesões de baixo risco.
Segundo as diretrizes do Ministério da Saúde, o rastreamento deve ser realizado em mulheres e homens trans com colo do útero, na faixa etária de 25 a 64 anos, que já iniciaram atividade sexual. O início aos 25 anos justifica-se por ser a idade em que as lesões precursoras com potencial de progressão tornam-se mais prevalentes, evitando sobretratamento em mulheres mais jovens cujas lesões frequentemente regridem espontaneamente.
A recomendação padrão é a realização do exame citopatológico a cada três anos, após dois exames anuais consecutivos com resultados normais. Caso o resultado apresente alterações, a conduta deve seguir os protocolos específicos para cada tipo de atipia (ASC-US, LSIL, HSIL, etc.), podendo envolver repetição em intervalo menor ou encaminhamento direto para colposcopia.
O rastreamento pode ser interrompido aos 64 anos em mulheres que possuam pelo menos dois exames negativos consecutivos nos últimos cinco anos. Para mulheres com mais de 64 anos que nunca realizaram o exame, devem-se realizar dois exames com intervalo de um a três anos; se ambos forem negativos, elas podem ser dispensadas de novos exames.
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