LSIL em Jovem: Conduta no Rastreamento de Câncer de Colo do Útero

SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2021

Enunciado

Uma paciente de 19 anos de idade procura um ginecologista, para consulta de rotina, e informa que gostaria de realizar a coleta de exame citopatológico do colo do útero, pois já iniciou a vida sexual. Ao exame físico, o médico identifica paredes vaginais e colo do útero sem lesões visíveis a olho nu, e realiza coleta de material, conforme a técnica padrão. Após 15 dias, recebe o resultado do exame com diagnóstico de lesão intraepitelial escamosa de baixo grau (LSIL).A respeito desse caso clínico e considerando as Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento de Câncer de Colo do Útero, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) A coleta do exame citopatológico foi indicada corretamente, pois a paciente já teve relações sexuais, estando exposta ao vírus do HPV e, portanto, com chances de desenvolver lesões cervicais precursoras do câncer de colo do útero.
  2. B) A paciente deverá ser encaminhada para a colposcopia.
  3. C) A paciente deverá repetir o exame em seis meses.
  4. D) A paciente deverá repetir o exame em um ano e, caso o resultado seja normal, deve realizar nova coleta somente aos 25 anos de idade.
  5. E) A paciente deverá repetir o exame em três anos e, caso se mantenha com lesão intraepitelial escamosa de baixo grau (LSIL), deverá repetí-lo novamente em três anos.

Pérola Clínica

Paciente <25 anos com LSIL → repetir citopatológico em 3 anos. Colposcopia não é conduta inicial.

Resumo-Chave

De acordo com as Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento de Câncer de Colo do Útero, em pacientes jovens (menores de 25 anos) com diagnóstico de Lesão Intraepitelial Escamosa de Baixo Grau (LSIL), a conduta recomendada é a repetição do exame citopatológico em três anos. Isso se baseia na alta taxa de regressão espontânea dessas lesões nessa faixa etária e na baixa probabilidade de progressão para câncer invasivo.

Contexto Educacional

O rastreamento do câncer de colo do útero é uma estratégia fundamental de saúde pública, visando a detecção precoce de lesões precursoras e o tratamento oportuno. As diretrizes brasileiras estabelecem critérios específicos para o início e a periodicidade do rastreamento, bem como para a conduta diante de resultados anormais, que variam conforme a idade da paciente e o tipo da lesão. Em pacientes jovens, especialmente aquelas com menos de 25 anos, a infecção pelo HPV e as lesões de baixo grau (LSIL) são muito comuns e, na maioria dos casos, regridem espontaneamente. O sistema imunológico jovem é mais eficaz na eliminação do vírus, e a junção escamocolunar (JEC) ainda é imatura, tornando essas lesões menos propensas a progredir para câncer invasivo. Por isso, a conduta é conservadora, com seguimento citopatológico. Para uma paciente de 19 anos com LSIL, a indicação de repetir o exame em três anos reflete essa compreensão da história natural da doença em mulheres jovens. O encaminhamento imediato para colposcopia ou biópsia poderia levar a intervenções desnecessárias, com potenciais riscos e ansiedade para a paciente, sem um benefício comprovado na redução da mortalidade por câncer de colo do útero nessa faixa etária.

Perguntas Frequentes

Qual a idade de início do rastreamento do câncer de colo do útero no Brasil?

No Brasil, o rastreamento do câncer de colo do útero é recomendado para mulheres a partir dos 25 anos de idade que já iniciaram atividade sexual, e deve ser realizado até os 64 anos.

Qual a conduta para uma paciente de 19 anos com resultado de LSIL no citopatológico?

Para uma paciente de 19 anos com LSIL, a conduta recomendada pelas diretrizes brasileiras é repetir o exame citopatológico em três anos, devido à alta probabilidade de regressão espontânea da lesão nessa faixa etária.

Quando a colposcopia é indicada após um resultado de LSIL?

A colposcopia não é a conduta inicial para LSIL em mulheres jovens (<25 anos). Ela é geralmente indicada para mulheres com 25 anos ou mais que apresentam LSIL persistente após seguimento, ou para resultados de ASC-H, HSIL ou câncer invasivo.

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