Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2021
Considerando as recomendações atuais do Instituto Nacional de Câncer (INCA) do Ministério da Saúde quanto ao rastreamento para câncer do colo do útero, e também o dito na Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (2013), assinale a opção que contém uma recomendação correta para a realização do exame papanicolau.
Homem trans com colo uterino → rastreamento Papanicolau conforme diretrizes INCA (início 25 anos, vida sexual ativa).
O rastreamento para câncer do colo do útero é indicado para todas as pessoas com colo uterino, independentemente de sua identidade de gênero ou orientação sexual, seguindo as diretrizes de idade e início da vida sexual. Homens trans que mantêm o colo uterino devem ser incluídos no rastreamento.
O rastreamento para câncer do colo do útero é uma estratégia fundamental de saúde pública, visando a detecção precoce de lesões pré-cancerígenas e cancerígenas. As diretrizes do Instituto Nacional de Câncer (INCA) recomendam o início do rastreamento com o exame citopatológico (Papanicolau) para mulheres e pessoas com colo uterino a partir dos 25 anos de idade que já tiveram atividade sexual, com periodicidade definida. A compreensão dessas diretrizes é crucial para a prática clínica e a prevenção. A Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (2013) enfatiza a necessidade de uma abordagem inclusiva e respeitosa na oferta de serviços de saúde. Para homens trans que não realizaram histerectomia e, portanto, ainda possuem colo uterino, o rastreamento para câncer cervical é tão necessário quanto para mulheres cisgênero. A identidade de gênero não altera o risco biológico associado à presença do colo uterino e à exposição ao HPV, que é o principal agente etiológico do câncer cervical. A recomendação correta, portanto, se aplica a um homem trans com colo uterino, vida sexual ativa e idade dentro da faixa de rastreamento (25-64 anos). É um erro comum assumir que a identidade de gênero ou a orientação sexual eliminam a necessidade de rastreamento. Profissionais de saúde devem estar atentos para oferecer o cuidado adequado, garantindo que barreiras de acesso e preconceitos não impeçam a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer do colo do útero nessa população, promovendo a equidade em saúde.
O Papanicolau é recomendado para todas as pessoas que possuem colo uterino e já iniciaram a vida sexual, geralmente a partir dos 25 anos, com periodicidade bienal ou trienal, conforme as diretrizes do INCA.
Sim, homens trans que mantêm o colo uterino devem realizar o Papanicolau seguindo as mesmas recomendações de idade e frequência que as mulheres cisgênero, devido ao risco de câncer cervical associado à infecção por HPV.
Essa política reforça a necessidade de inclusão e acesso equitativo aos serviços de saúde para a população LGBT, garantindo que homens trans com colo uterino sejam devidamente rastreados para câncer cervical, combatendo a discriminação e as barreiras de acesso.
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