Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2020
O Ministério da Saúde do Brasil recomenda como medida de prevenção do câncer de colo do útero:
Prevenção câncer colo útero MS Brasil: rastreamento citológico (Papanicolau) em mulheres 25-64 anos.
A principal estratégia do Ministério da Saúde do Brasil para a prevenção do câncer de colo do útero é o rastreamento por meio do exame citopatológico cervicovaginal (Papanicolau) em mulheres na faixa etária de 25 a 64 anos, visando a detecção precoce e tratamento de lesões precursoras.
O câncer de colo do útero é o terceiro tipo de câncer mais comum entre as mulheres no Brasil, sendo uma importante causa de morbimortalidade. Sua etiologia está fortemente associada à infecção persistente por tipos oncogênicos do Papilomavírus Humano (HPV). A prevenção é multifacetada, envolvendo tanto a prevenção primária (vacinação contra HPV) quanto a secundária (rastreamento de lesões precursoras). A principal estratégia de prevenção secundária recomendada pelo Ministério da Saúde do Brasil é a detecção precoce de lesões precursoras por meio do exame citopatológico cervicovaginal, conhecido como Papanicolau. Este exame é indicado para mulheres na faixa etária de 25 a 64 anos. O objetivo é identificar alterações celulares antes que progridam para câncer invasivo, permitindo tratamento oportuno e eficaz. O rastreamento deve ser realizado anualmente e, após dois exames consecutivos negativos, pode ser espaçado para a cada três anos. A vacinação contra HPV é uma medida de prevenção primária crucial, recomendada para adolescentes e outros grupos específicos, mas não substitui o rastreamento citológico. A adesão às diretrizes do Ministério da Saúde é fundamental para reduzir a incidência e mortalidade por câncer de colo do útero no país.
O Ministério da Saúde recomenda iniciar o rastreamento com o exame citopatológico cervicovaginal aos 25 anos e finalizá-lo aos 64 anos, desde que a mulher tenha exames anteriores negativos.
Após dois exames anuais consecutivos negativos, o rastreamento pode ser feito a cada três anos. Em caso de resultados alterados, a frequência é definida conforme a conduta específica.
Não. A vacinação contra HPV é uma medida de prevenção primária e não elimina a necessidade do rastreamento citológico, pois a vacina não protege contra todos os tipos de HPV oncogênicos e muitas mulheres já podem ter sido expostas.
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