Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2025
O câncer de colo do útero é o quarto câncer mais incidente em mulheres, com a ocorrência de 604 mil novos casos no mundo anualmente, o que corresponde a 6,5% de todos os cânceres em mulheres. Apesar da alta incidência, o câncer de colo do útero é considerado suscetível à erradicação, devido à existência do exame de rastreio cujo padrão-ouro é o exame citopatológico do colo do útero. É situação na qual deve ser realizada a coleta do exame citopatológico do colo do útero anualmente:
Rastreamento citopatológico anual é indicado para mulheres < 30 anos com 1º exame negativo, até ter 2 exames negativos consecutivos.
As diretrizes brasileiras recomendam o rastreamento citopatológico anual para mulheres que iniciaram a vida sexual. Após dois exames anuais consecutivos negativos, a frequência pode ser espaçada para a cada três anos. Portanto, uma mulher de 29 anos com apenas um exame negativo anterior deve realizar o próximo exame anualmente.
O câncer de colo do útero é uma neoplasia prevenível e curável quando detectada precocemente, sendo o rastreamento por meio do exame citopatológico (Papanicolau) a estratégia padrão-ouro. As diretrizes brasileiras recomendam o início do rastreamento aos 25 anos para mulheres que já iniciaram a vida sexual, estendendo-se até os 64 anos. A adesão a essas diretrizes é fundamental para a redução da incidência e mortalidade da doença. A periodicidade do Papanicolau é um ponto crucial. Inicialmente, recomenda-se a coleta anual. Após dois exames anuais consecutivos com resultados negativos, o intervalo pode ser estendido para a cada três anos. Essa estratégia visa otimizar a detecção de lesões pré-cancerígenas, ao mesmo tempo em que evita exames desnecessários. É importante ressaltar que a orientação sexual ou identidade de gênero não alteram a necessidade de rastreamento para indivíduos com colo do útero. Situações especiais, como imunossupressão (ex: quimioterapia), histórico de lesões de alto grau ou infecção por HIV, podem exigir uma frequência de rastreamento diferenciada e mais intensiva, conforme avaliação médica. O profissional de saúde deve sempre orientar sobre a importância do exame, esclarecer dúvidas e garantir o acesso facilitado ao serviço, reforçando que o rastreamento é uma ferramenta poderosa na prevenção do câncer cervical.
O rastreamento geralmente inicia aos 25 anos para mulheres que já tiveram atividade sexual e pode ser interrompido aos 64 anos, se houver histórico de dois exames negativos consecutivos nos últimos cinco anos.
Para mulheres entre 25 e 64 anos, após dois exames anuais consecutivos negativos, a frequência recomendada passa a ser a cada três anos.
Sim, homens trans que possuem colo do útero e tiveram atividade sexual devem seguir as mesmas diretrizes de rastreamento do câncer de colo do útero, independentemente da identidade de gênero.
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