SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2020
Com relação às patologias do trato genital inferior em mulheres pode-se concluir que:I - A cervicite gonocócica pode ser diagnosticada pela cultura do gonococo em meio seletivo (Thayer-Martin modificado), a partir de amostras endocervicais. II - A Infecção anogenital não complicada (uretra, colo do útero e reto) por clamídia e/ou gonococo as opções de tratamento são: Ciprofloxacina 500 mg, VO, dose única, MAIS Azitromicina 500 mg, 2 comprimidos, VO, dose única; OU Ceftriaxona 500 mg, IM, dose única, MAIS Azitromicina 500 mg, 2 comprimidos, VO, dose única. III - No Brasil, o rastreamento com citologia oncótica é recomendado para todas as mulheres que já iniciaram atividade sexual mesmo antes dos 25 anos já que prevalecem as infecções por HPV e as lesões de alto grau, que regredirão espontaneamente na maioria dos casos. IV - O corrimento vaginal é um sintoma muito comum e existem várias causas de corrimento que não são consideradas Infecções Sexualmente Transmissíveis, como a vaginose bacteriana e a candidíase vaginal.
Rastreamento citologia oncótica no Brasil inicia aos 25 anos, não antes, mesmo com atividade sexual.
No Brasil, o rastreamento do câncer de colo de útero com citologia oncótica é recomendado para mulheres a partir dos 25 anos que já iniciaram atividade sexual, e não antes, pois lesões em jovens tendem a regredir espontaneamente.
As patologias do trato genital inferior, incluindo Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) e lesões precursoras do câncer de colo de útero, representam um desafio significativo na saúde da mulher. A cervicite gonocócica e a infecção por clamídia são ISTs bacterianas comuns que, se não tratadas, podem levar a complicações graves como doença inflamatória pélvica e infertilidade. O rastreamento do câncer de colo de útero é fundamental para a detecção precoce de lesões. O diagnóstico da cervicite gonocócica é feito por cultura em meio seletivo (Thayer-Martin modificado) ou testes moleculares (NAATs). Para clamídia, também se utilizam NAATs. O rastreamento do câncer de colo de útero no Brasil, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde, é recomendado para mulheres de 25 a 64 anos que já iniciaram atividade sexual, com coleta de citologia oncótica. A fisiopatologia das lesões cervicais está intrinsecamente ligada à infecção persistente por subtipos oncogênicos do HPV. O tratamento para infecções anogenitais não complicadas por gonococo e clamídia geralmente envolve Ceftriaxona IM para gonorreia e Azitromicina VO (ou Doxiciclina) para clamídia, devido à coinfecção frequente. É crucial ressaltar que a Ciprofloxacina não é mais a primeira escolha para gonorreia devido à resistência. Em relação ao rastreamento cervical, a afirmativa III está incorreta porque o rastreamento não é recomendado antes dos 25 anos, mesmo com atividade sexual, devido à alta taxa de regressão espontânea das lesões em jovens. Vaginose bacteriana e candidíase vaginal são causas comuns de corrimento, mas não são classificadas como ISTs clássicas.
O diagnóstico padrão para cervicite gonocócica é a cultura do gonococo em meio seletivo, como o Thayer-Martin modificado, a partir de amostras endocervicais. Testes moleculares (NAATs) também são altamente sensíveis e específicos.
As opções de tratamento incluem Ceftriaxona 500 mg IM dose única MAIS Azitromicina 1g VO dose única (ou Doxiciclina 100 mg VO 2x/dia por 7 dias). A Ciprofloxacina não é mais recomendada como primeira linha devido à resistência crescente do gonococo.
O rastreamento não é recomendado antes dos 25 anos porque a maioria das infecções por HPV e lesões de baixo grau em mulheres jovens regridem espontaneamente. O rastreamento precoce poderia levar a intervenções desnecessárias e ansiedade, sem benefício comprovado na redução da mortalidade por câncer cervical nessa faixa etária.
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