Rastreamento Câncer Colo Útero: Diretrizes para Idosas

FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2023

Enunciado

Mulher de 67 anos de idade, assintomática, é atendida em consulta de rotina. Ela está com dúvidas acerca do seu rastreamento de câncer do colo do útero. Seu único exame de Papanicolau realizado há 3 anos foi normal. A avaliação do papilomavírus humano (HPV) não foi realizada. Qual é a recomendação de triagem para essa paciente?

Alternativas

  1. A) O rastreamento do câncer do colo do útero deve ser repetido em 5 anos.
  2. B) O rastreio do câncer do colo do útero deve ser repetido agora.
  3. C) O rastreamento do câncer do colo do útero deve ser realizado, além da pesquisa de clamídia, gonorreia, sífilis, hepatite B, hepatite C e HIV.
  4. D) O rastreamento do câncer de colo de útero deve ser realizado, anualmente, até os 80 anos de idade.
  5. E) Essa paciente não precisa de nenhum rastreamento.

Pérola Clínica

Rastreamento câncer colo útero >65 anos: interromper se 3 Paps normais consecutivos ou 2 co-testes negativos nos últimos 10 anos.

Resumo-Chave

A paciente tem 67 anos e apenas um Papanicolau normal há 3 anos. As diretrizes atuais (brasileiras e internacionais) recomendam a interrupção do rastreamento em mulheres acima de 65 anos se tiverem um histórico adequado de exames negativos nos últimos 5 a 10 anos. Um único exame normal não é suficiente para interromper o rastreamento, sendo necessário repetir o exame agora.

Contexto Educacional

O rastreamento do câncer de colo do útero é uma estratégia de saúde pública fundamental para a detecção precoce de lesões pré-cancerígenas e câncer invasivo. As diretrizes variam ligeiramente entre países, mas geralmente recomendam o início do rastreamento por volta dos 25 anos e a interrupção em mulheres mais velhas, desde que cumpram critérios específicos. A interrupção do rastreamento em mulheres acima de 65 anos (ou 64, dependendo da diretriz) é baseada na baixa incidência de novas lesões de alto grau ou câncer invasivo nessa faixa etária, especialmente se houver um histórico adequado de exames negativos. Esse histórico geralmente exige três Papanicolau negativos consecutivos nos últimos 10 anos, com o último realizado nos últimos 5 anos, ou dois co-testes (Papanicolau e pesquisa de HPV) negativos nos últimos 10 anos. No caso apresentado, a paciente de 67 anos possui apenas um Papanicolau normal há 3 anos, o que é insuficiente para cumprir os critérios de interrupção do rastreamento. Portanto, a recomendação é que ela repita o exame agora para completar o histórico necessário ou para detectar qualquer alteração que possa ter surgido.

Perguntas Frequentes

Quando o rastreamento do câncer de colo do útero pode ser interrompido em mulheres idosas?

O rastreamento pode ser interrompido em mulheres acima de 65 anos (ou 64, dependendo da diretriz) com histórico de três resultados de Papanicolau negativos consecutivos nos últimos 10 anos, sendo o último nos últimos 5 anos, ou dois co-testes (Papanicolau + HPV) negativos nos últimos 10 anos.

Qual a frequência recomendada para o Papanicolau em mulheres de baixo risco?

Para mulheres de baixo risco, após dois exames anuais normais, a frequência recomendada para o Papanicolau é a cada três anos. Se o co-teste (Papanicolau + HPV) for utilizado, a frequência pode ser a cada cinco anos.

Por que a paciente do caso precisa repetir o rastreamento?

A paciente tem 67 anos e apenas um Papanicolau normal há 3 anos. Para interromper o rastreamento, ela precisaria de um histórico mais robusto de exames negativos, como três Papanicolau normais consecutivos ou dois co-testes negativos nos últimos 10 anos.

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