Rastreamento de Câncer de Colo Uterino: Diretrizes e Condutas

SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2026

Enunciado

Sobre as diretrizes nacionais para rastreamento do câncer de colo uterino, é incorreto afirmar que:

Alternativas

  1. A) O método de escolha para rastreamento do câncer de colo uterino e suas lesões precursoras é o exame citopatológico.
  2. B) O primeiro exame colpocitológico após o tratamento de lesão precursora deve acontecer 6 meses após o procedimento.
  3. C) A periodicidade da realização do exame citopatológico de rastreio deve ser anual inicialmente.
  4. D) Quando o resultado da colpocitologia oncótica for "lesão intra-epitelial de baixo grau", a paciente deve imediatamente ser encaminhada para a colposcopia. E) Mulheres com mais de 65 anos podem ser dispensadas do rastreio desde que tenham dois exames negativos nos últimos 5 anos.
  5. E) Mulheres com mais de 65 anos podem ser dispensadas do rastreio desde que tenham dois exames negativos nos últimos 5 anos.

Pérola Clínica

LSIL em ≥ 25 anos → repetir citologia em 6 meses; não encaminhar direto para colposcopia.

Resumo-Chave

O rastreio inicial é anual; após dois negativos, trienal. LSIL requer repetição citológica em 6 meses (se ≥ 25 anos) antes da colposcopia.

Contexto Educacional

O rastreamento do câncer do colo do útero no Brasil baseia-se na detecção de lesões precursoras através do exame citopatológico (Papanicolau). O foco principal é identificar lesões de alto grau (HSIL) que possuem maior potencial de progressão para carcinoma invasor. As diretrizes nacionais enfatizam o início do rastreio aos 25 anos para mulheres que já iniciaram atividade sexual, estendendo-se até os 64 anos. A compreensão das condutas frente a achados citopatológicos menores, como ASC-US e LSIL, é fundamental para evitar o sobretratamento e a sobrecarga do sistema de saúde com colposcopias desnecessárias. O manejo adequado envolve a repetição da citologia em intervalos específicos (6 meses para LSIL em ≥ 25 anos; 12 meses para ASC-US em ≥ 30 anos) para observar a persistência ou regressão da alteração.

Perguntas Frequentes

Qual a conduta inicial para LSIL em mulheres com 25 anos ou mais?

Segundo as diretrizes do INCA, a conduta para Lesão Intraepitelial de Baixo Grau (LSIL) em mulheres com 25 anos ou mais é a repetição do exame citopatológico em seis meses. O encaminhamento imediato para colposcopia só é indicado se o resultado persistir ou se houver uma lesão de maior gravidade na repetição. Em mulheres com menos de 25 anos, a conduta é ainda mais conservadora, com repetição em três anos, devido à alta taxa de regressão espontânea das lesões associadas ao HPV nessa faixa etária.

Quando uma mulher pode ser dispensada do rastreamento cervical?

A dispensa do rastreamento pode ocorrer aos 64 anos de idade em mulheres que nunca tiveram exames citopatológicos alterados e que possuam pelo menos dois exames negativos consecutivos nos últimos cinco anos. Para mulheres com história de lesões precursoras, o seguimento deve ser mantido conforme protocolos específicos de tratamento e cura antes da interrupção do rastreio populacional.

Qual a periodicidade recomendada para o exame citopatológico?

A periodicidade recomendada pelo Ministério da Saúde é anual para os dois primeiros exames. Se ambos apresentarem resultados normais (negativos para neoplasia), o intervalo entre os exames passa a ser de três anos. Essa estratégia visa equilibrar a detecção precoce de lesões precursoras com a redução de intervenções desnecessárias em lesões de baixo risco.

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