Rastreamento de CA de Colo Utero Pós-Histerectomia

CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2026

Enunciado

Mulher de 55 anos, previamente submetida à histerectomia total por miomatose uterina benigna, comparece à unidade básica de saúde solicitando agendamento de exame preventivo. Segundo as Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero (2025), qual deve ser a conduta?

Alternativas

  1. A) Suspender o rastreamento.
  2. B) Realizar colposcopia anual.
  3. C) Realizar citologia vaginal anual.
  4. D) Manter rastreamento a cada 3 anos.

Pérola Clínica

Histerectomia total por doença benigna (sem NIC) → Suspender rastreamento de CA de colo.

Resumo-Chave

Mulheres submetidas à histerectomia total por condições benignas, sem histórico de lesões precursoras de alto grau, não se beneficiam do rastreamento citológico vaginal.

Contexto Educacional

As Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero enfatizam a importância de evitar exames desnecessários (prevenção quaternária). Em pacientes histerectomizadas por causas benignas, o risco de desenvolver câncer de vagina é extremamente baixo, tornando o rastreamento citológico ineficaz e não custo-efetivo. É fundamental que o médico verifique o laudo histopatológico da cirurgia ou a descrição cirúrgica para confirmar se a histerectomia foi total ou subtotal. Caso o colo tenha sido preservado, a paciente deve seguir o calendário de rastreamento trienal normalmente até os 64 anos.

Perguntas Frequentes

Quando o rastreamento deve ser mantido após histerectomia?

O rastreamento (citologia de cúpula vaginal) só deve ser mantido se a histerectomia foi subtotal (o colo permanece) ou se a cirurgia foi realizada devido a lesões precursoras de alto grau (NIC 2 ou 3) ou câncer de colo de útero. Nesses casos, o seguimento segue protocolos específicos de monitoramento pós-tratamento.

Qual a conduta se a histerectomia foi por miomatose benigna?

Se a paciente realizou histerectomia total (remoção do corpo e colo uterino) por patologia benigna, como miomatose, e possui histórico de exames preventivos anteriores normais, o rastreamento deve ser suspenso. Não há evidência de benefício na realização de citologia de cúpula vaginal para detecção de câncer de vagina nessas circunstâncias.

Quais as recomendações gerais de idade para o rastreamento no Brasil?

Segundo as diretrizes brasileiras, o rastreamento deve ser realizado em mulheres (ou pessoas com colo do útero) de 25 a 64 anos que já iniciaram atividade sexual. O intervalo é anual nos dois primeiros exames e, se ambos forem normais, passa a ser a cada 3 anos. A interrupção ocorre aos 64 anos se houver pelo menos dois exames negativos nos últimos cinco anos.

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