CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2026
Mulher de 55 anos, previamente submetida à histerectomia total por miomatose uterina benigna, comparece à unidade básica de saúde solicitando agendamento de exame preventivo. Segundo as Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero (2025), qual deve ser a conduta?
Histerectomia total por doença benigna (sem NIC) → Suspender rastreamento de CA de colo.
Mulheres submetidas à histerectomia total por condições benignas, sem histórico de lesões precursoras de alto grau, não se beneficiam do rastreamento citológico vaginal.
As Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero enfatizam a importância de evitar exames desnecessários (prevenção quaternária). Em pacientes histerectomizadas por causas benignas, o risco de desenvolver câncer de vagina é extremamente baixo, tornando o rastreamento citológico ineficaz e não custo-efetivo. É fundamental que o médico verifique o laudo histopatológico da cirurgia ou a descrição cirúrgica para confirmar se a histerectomia foi total ou subtotal. Caso o colo tenha sido preservado, a paciente deve seguir o calendário de rastreamento trienal normalmente até os 64 anos.
O rastreamento (citologia de cúpula vaginal) só deve ser mantido se a histerectomia foi subtotal (o colo permanece) ou se a cirurgia foi realizada devido a lesões precursoras de alto grau (NIC 2 ou 3) ou câncer de colo de útero. Nesses casos, o seguimento segue protocolos específicos de monitoramento pós-tratamento.
Se a paciente realizou histerectomia total (remoção do corpo e colo uterino) por patologia benigna, como miomatose, e possui histórico de exames preventivos anteriores normais, o rastreamento deve ser suspenso. Não há evidência de benefício na realização de citologia de cúpula vaginal para detecção de câncer de vagina nessas circunstâncias.
Segundo as diretrizes brasileiras, o rastreamento deve ser realizado em mulheres (ou pessoas com colo do útero) de 25 a 64 anos que já iniciaram atividade sexual. O intervalo é anual nos dois primeiros exames e, se ambos forem normais, passa a ser a cada 3 anos. A interrupção ocorre aos 64 anos se houver pelo menos dois exames negativos nos últimos cinco anos.
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