Câncer de Colo do Útero: Rotina de Rastreamento no Brasil

Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2021

Enunciado

Em relação ao câncer de colo do útero, é correto afirmar que

Alternativas

  1. A) a prevenção primária está relacionada à realização de colpocitopatológico (Papanicolaou) a cada ano.
  2. B) a vacina para HPV protege contra alguns subtipos, mas ainda deixa descoberto o tipo 18, reforçando ainda a necessidade do uso de preservativo.
  3. C) o exame colpocitopatológico, conhecido como Papanicolaou, deve ser oferecido às mulheres na faixa etária dos 25 aos 58 anos, que já tiveram atividade sexual.
  4. D) a rotina recomendada para o rastreamento no Brasil é a repetição do exame Papanicolaou a cada três anos, após dois exames normais consecutivos realizados com um intervalo de um ano.
  5. E) após 58 anos, se a mulher tiver feito os exames preventivos regularmente, com resultados normais, o risco de desenvolvimento do câncer cervical é reduzido, dada a sua lenta evolução.

Pérola Clínica

Rastreamento Papanicolaou Brasil: 2 exames normais anuais → trienal (25-64 anos).

Resumo-Chave

A rotina de rastreamento do câncer de colo do útero no Brasil, conforme o Ministério da Saúde, preconiza a realização do Papanicolaou a cada três anos, após dois exames normais consecutivos realizados com intervalo de um ano, para mulheres de 25 a 64 anos. A prevenção primária é a vacina HPV e o uso de preservativo.

Contexto Educacional

O câncer de colo do útero é uma neoplasia maligna que afeta o colo uterino, sendo o terceiro tipo de câncer mais comum entre as mulheres no Brasil, excluindo o câncer de pele não melanoma. Sua principal causa é a infecção persistente por subtipos oncogênicos do Papilomavírus Humano (HPV). A prevenção primária envolve a vacinação contra o HPV e o uso de preservativos, enquanto a prevenção secundária é realizada através do rastreamento com o exame colpocitopatológico (Papanicolaou). O diagnóstico precoce é crucial para o sucesso do tratamento. O rastreamento com Papanicolaou permite identificar lesões precursoras (NICs) antes que se tornem câncer invasivo. A rotina recomendada pelo Ministério da Saúde para mulheres de 25 a 64 anos que já tiveram atividade sexual é a realização de dois exames anuais e, se ambos forem normais, a repetição a cada três anos. Mulheres com mais de 64 anos e exames anteriores normais podem ser dispensadas do rastreamento. O tratamento das lesões precursoras varia conforme o grau da lesão, podendo incluir condutas expectantes, excisão local (CAF, conização) ou ablação. O prognóstico é excelente quando o câncer é detectado em estágios iniciais. É fundamental que os profissionais de saúde orientem as pacientes sobre a importância do rastreamento regular e da vacinação, desmistificando informações incorretas e garantindo a adesão às diretrizes nacionais.

Perguntas Frequentes

Qual a frequência recomendada para o Papanicolaou no Brasil?

No Brasil, após dois exames Papanicolaou normais consecutivos com intervalo de um ano, a rotina recomendada é a repetição a cada três anos.

Qual a faixa etária para o rastreamento do câncer de colo do útero?

O rastreamento com Papanicolaou é recomendado para mulheres na faixa etária dos 25 aos 64 anos que já tiveram atividade sexual.

A vacina HPV substitui a necessidade do Papanicolaou?

Não, a vacina HPV protege contra os tipos mais oncogênicos, mas não substitui o rastreamento com Papanicolaou, pois não cobre todos os subtipos e a proteção não é 100%.

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