PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2026
De acordo com as diretrizes mais recentes do Ministério da Saúde do Brasil para o rastreamento de doenças em adultos, assinale a alternativa correta:
Rastreamento colo útero → DNA-HPV (5 em 5 anos) está substituindo gradualmente o Papanicolau.
O Ministério da Saúde do Brasil está atualizando o protocolo de rastreio do câncer de colo de útero, introduzindo o teste molecular de DNA-HPV como método primário a cada 5 anos para mulheres de 25 a 64 anos.
O rastreamento em saúde pública visa identificar doenças em fases pré-clínicas em populações assintomáticas. No Brasil, as diretrizes são formuladas pelo Ministério da Saúde com apoio técnico do INCA. A mudança para o teste de DNA-HPV no rastreio do câncer de colo de útero alinha o Brasil às práticas internacionais mais modernas, visando a eliminação do câncer cervical como problema de saúde pública. Para o câncer de mama, a mamografia permanece como o único exame com eficácia comprovada para redução de mortalidade em programas de rastreamento. É fundamental que o médico residente compreenda que as recomendações de rastreio populacional diferem de condutas individuais baseadas em fatores de risco (como histórico familiar de primeiro grau), onde o início pode ser antecipado.
O Ministério da Saúde iniciou a transição do modelo de rastreamento citológico (Papanicolau) para o rastreamento molecular (DNA-HPV). O teste molecular identifica a presença de tipos oncogênicos do vírus antes mesmo do surgimento de lesões celulares. Se o teste for negativo, a periodicidade de repetição passa a ser de 5 anos, oferecendo maior segurança e sensibilidade em comparação ao método tradicional.
A recomendação vigente do Ministério da Saúde e do INCA para o rastreamento do câncer de mama em mulheres de risco habitual é a realização da mamografia bienal (a cada dois anos) na faixa etária de 50 a 69 anos. A extensão até os 74 anos é discutida em alguns protocolos internacionais, mas o núcleo da recomendação brasileira foca na faixa de 50-69 anos.
Não. O Ministério da Saúde e o INCA não recomendam o rastreamento populacional organizado para o câncer de próstata. A orientação é que os homens que demandarem o exame sejam informados sobre os riscos (overdiagnosis e overtreatment) e benefícios, realizando uma decisão compartilhada, em vez de uma política de rastreio universal.
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