Rastreamento Câncer Colo Útero: Quem NÃO Precisa Fazer?

FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2022

Enunciado

O exame citopatológico consiste em um método simples, indolor, rápido e de baixo custo capaz de detectar alterações da cérvice uterina, a partir da descamação de células do epitélio. É o método mais adequado para o rastreamento do câncer uterino. Considerando o contexto, NÃO devem ser incluídas no rastreamento as mulheres submetidas à:

Alternativas

  1. A) Histerectomia total por outras razões que não o câncer do colo do útero. 
  2. B) Histerectomia supracervical. 
  3. C) Histerectomia total por lesão precursora. 
  4. D) Histerectomia por câncer do colo do útero.

Pérola Clínica

Mulheres com histerectomia total por causas benignas NÃO necessitam de rastreamento citopatológico cervical.

Resumo-Chave

O rastreamento do câncer de colo do útero com exame citopatológico (Papanicolau) é indicado para mulheres que possuem colo uterino. Mulheres submetidas à histerectomia total por condições benignas, que removeram o colo do útero, não necessitam mais do rastreamento. No entanto, se a histerectomia foi supracervical ou por lesão precursora/câncer, o rastreamento pode ser necessário.

Contexto Educacional

O exame citopatológico, popularmente conhecido como Papanicolau, é uma ferramenta de rastreamento de baixo custo e alta eficácia na detecção precoce de lesões precursoras e do câncer de colo do útero. Sua aplicação em larga escala tem sido fundamental para a redução da morbimortalidade associada a essa neoplasia. O rastreamento é recomendado para mulheres com colo uterino, geralmente a partir dos 25 anos, que já iniciaram a vida sexual. A questão central sobre a continuidade do rastreamento após histerectomia é crucial. A histerectomia total envolve a remoção completa do útero, incluindo o colo. Se a cirurgia foi realizada por razões benignas (como miomatose, sangramento uterino disfuncional) e não há histórico de lesões de alto grau ou câncer de colo, o rastreamento citopatológico pode ser descontinuado, pois não há mais colo uterino para ser rastreado. No entanto, é fundamental diferenciar os tipos de histerectomia e as indicações. Mulheres que foram submetidas à histerectomia supracervical (na qual o colo uterino é preservado) ou histerectomia total por lesão precursora de alto grau ou câncer de colo do útero ainda necessitam de acompanhamento citopatológico da cúpula vaginal, devido ao risco de recorrência ou desenvolvimento de lesões na vagina. O conhecimento dessas nuances é essencial para a prática clínica e para a correta orientação das pacientes.

Perguntas Frequentes

Quem deve realizar o rastreamento do câncer de colo do útero?

Mulheres com vida sexual ativa, a partir dos 25 anos, que possuem colo uterino, devem realizar o exame citopatológico conforme as diretrizes nacionais (geralmente a cada 3 anos após dois exames anuais normais).

Quando o rastreamento citopatológico pode ser descontinuado?

O rastreamento pode ser descontinuado em mulheres com 64 anos ou mais que tenham tido pelo menos dois exames negativos nos últimos cinco anos, e em mulheres submetidas à histerectomia total por doença benigna.

Mulheres com histerectomia supracervical precisam de rastreamento?

Sim, mulheres que foram submetidas à histerectomia supracervical (na qual o colo do útero é mantido) ainda necessitam de rastreamento citopatológico, pois o colo uterino permanece em risco de desenvolver lesões.

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