PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2026
O câncer do colo uterino, em algumas regiões do país, ocupa o segundo lugar em incidência e, em 2023, ocorreram 7.209 óbitos por câncer de colo do útero no Brasil, representando uma taxa de mortalidade de 4,79/100 mil mulheres. Frente a esta situação, o país aprovou, em julho de 2025, as Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer de Colo do Útero: Parte I Rastreamento organizado utilizando testes moleculares para detecção de DNA HPV Oncogênico. Nas recomendações dessas Diretrizes, mulheres com risco padrão que possuem o Teste oncogênco para os subtipos 16 e 18 positivo deverão seguir qual indicação frente a esse resultado?
HPV 16/18 positivo em rastreamento primário → Colposcopia imediata = Avaliação de lesões pré-malignas/malignas.
As novas diretrizes brasileiras para rastreamento de câncer de colo uterino priorizam o teste de DNA HPV oncogênico. Para mulheres com risco padrão e resultado positivo para os subtipos 16 e 18, a conduta indicada é a colposcopia, visando a detecção precoce de lesões.
As novas Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer de Colo do Útero representam uma mudança significativa na abordagem da prevenção secundária. A introdução do teste de DNA HPV oncogênico como método primário de rastreamento reflete a evidência de que a detecção do vírus precede o desenvolvimento das lesões citológicas. Essa estratégia visa aumentar a sensibilidade do rastreamento e reduzir a incidência e mortalidade pela doença. A genotipagem para os subtipos 16 e 18 é crucial, pois estes são os mais associados ao desenvolvimento de câncer cervical. Um resultado positivo para esses subtipos indica um risco elevado e, portanto, a necessidade de uma avaliação mais aprofundada através da colposcopia. Esta conduta permite a identificação precoce de lesões pré-malignas ou malignas, possibilitando intervenções terapêuticas oportunas e melhorando o prognóstico das pacientes.
O teste de DNA HPV oncogênico detecta a presença do vírus antes do surgimento de alterações citológicas, permitindo uma detecção mais precoce de risco para lesões pré-malignas.
Os subtipos 16 e 18 são os mais oncogênicos e responsáveis pela maioria dos casos de câncer cervical, justificando uma investigação imediata com colposcopia para identificar e tratar lesões.
Para outros subtipos de HPV de alto risco (não 16/18), a conduta pode variar, incluindo a repetição do teste em um período específico ou citopatológico, dependendo das diretrizes e do risco individual.
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