Câncer de Colo Uterino: Rastreamento e Vacinação HPV

SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2021

Enunciado

Com relação ao Câncer de colo uterino é INCORRETO afirmar que:

Alternativas

  1. A) O Ministério da Saúde e o INCA recomendam para mulheres assintomáticas a citologia oncótica tri-anual entre 25-64 anos, após 2 exames negativos consecutivos com intervalo de um ano
  2. B) O Ministério da Saúde implementou no calendário de vacinas em 2014, a vacina tetravalente contra o HPV para meninas de 9 a 13 anos. A partir de 2017, o Ministério estendeu a vacina para meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos. Essa vacina protege contra os tipos 6, 11, 16 e 18 do HPV. Os dois primeiros causam verrugas genitais e os dois últimos são responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer do colo do útero. Mesmo as mulheres vacinadas quando alcançarem os 25 anos, deverão fazer o exame preventivo periodicamente. Uma vez que a vacina não protege contra todos os tipos de HPV que podem causar câncer de colo uterino.
  3. C) Ministério da Saúde recomenda que devem ser incluídas no rastreamento mulheres sem história de atividade sexual e as que foram submetidas a histerectomia total.
  4. D) O rastreamento em gestantes deve seguir as recomendações de periodicidade e faixa etária como para as demais mulheres. A coleta de espécime endocervical não parece aumentar o risco sobre a gestação quando utilizada uma técnica adequada.

Pérola Clínica

Rastreamento câncer colo uterino: Papanicolau não indicado para mulheres sem atividade sexual ou pós-histerectomia total.

Resumo-Chave

A alternativa C está incorreta porque o rastreamento do câncer de colo uterino (Papanicolau) é indicado para mulheres com história de atividade sexual e que possuem colo uterino. Mulheres que nunca tiveram atividade sexual ou que foram submetidas à histerectomia total (com remoção do colo) não necessitam de rastreamento.

Contexto Educacional

O câncer de colo uterino é o terceiro tipo de câncer mais comum entre as mulheres no Brasil, sendo quase totalmente prevenível. A infecção persistente por tipos oncogênicos do Papilomavírus Humano (HPV) é a principal causa. A prevenção primária envolve a vacinação contra o HPV, enquanto a prevenção secundária é realizada pelo rastreamento com o exame citopatológico (Papanicolau). As diretrizes do Ministério da Saúde e do INCA são cruciais para a prática clínica. O rastreamento é recomendado para mulheres com colo uterino e história de atividade sexual, na faixa etária de 25 a 64 anos, com periodicidade tri-anual após dois exames negativos anuais. A vacina tetravalente contra o HPV, que protege contra os tipos 6, 11, 16 e 18, é fundamental na prevenção, mas não substitui o rastreamento, pois não cobre todos os tipos oncogênicos de HPV. É importante compreender as indicações e contraindicações do rastreamento. Mulheres que nunca tiveram atividade sexual ou que foram submetidas à histerectomia total (com remoção do colo) não possuem indicação para o Papanicolau. Em gestantes, o rastreamento segue as mesmas recomendações de periodicidade e faixa etária, e a coleta de espécime endocervical não aumenta o risco quando realizada com técnica adequada.

Perguntas Frequentes

Qual a recomendação do Ministério da Saúde para o rastreamento do câncer de colo uterino?

O Ministério da Saúde e o INCA recomendam citologia oncótica tri-anual para mulheres assintomáticas entre 25-64 anos, após dois exames negativos consecutivos com intervalo de um ano.

Quem não precisa fazer o exame preventivo (Papanicolau) para câncer de colo uterino?

Mulheres sem história de atividade sexual e aquelas que foram submetidas a histerectomia total (com remoção do colo uterino) não necessitam de rastreamento.

A vacina contra o HPV dispensa o rastreamento do câncer de colo uterino?

Não, mesmo mulheres vacinadas devem fazer o exame preventivo periodicamente, pois a vacina não protege contra todos os tipos de HPV que podem causar câncer de colo uterino.

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