Rastreamento Câncer de Colo Uterino: Diretrizes e Periodicidade

HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2022

Enunciado

A infecção pelo HPV é universal no trato genital feminino, podendo comprometer tanto a pele como as mucosas, causando uma série de manifestações nosológicas importantes, entre elas as verrugas genitais, as neoplasias intraepiteliais e os cânceres. A Organização Mundial da Saúde emitiu chamado em 2018 para eliminação do câncer de colo uterino como um grave problema de saúde pública. Considerando as Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo Uterino (Ministério da Saúde – MS), assinale a alternativa correta, quanto à população-alvo para o rastreio e/ou à periodicidade em que ele deve ser feito.

Alternativas

  1. A) A partir dos 20 anos de idade para as mulheres que já iniciaram a vida sexual.
  2. B) O rastreio deve ser feito até os 70 anos de idade.
  3. C) Mulheres > 64 anos de idade que nunca se submeteram ao rastreio não precisam ser mais submetidas a exames.
  4. D) Em mulheres imunosuprimidas, devem ser realizados após o início da atividade sexual, com intervalos semestrais nos primeiros 2 anos.
  5. E) A periodicidade recomendada de rastreio é trienal, após 2 exames negativos com intervalo de 1 ano.

Pérola Clínica

Rastreamento câncer colo uterino: Início aos 25 anos, trienal após 2 exames negativos anuais. Mulheres imunossuprimidas = rastreamento anual.

Resumo-Chave

As diretrizes brasileiras para o rastreamento do câncer de colo uterino recomendam o início aos 25 anos para mulheres que já iniciaram a vida sexual, com periodicidade trienal após dois exames anuais negativos. Em mulheres imunossuprimidas, a frequência deve ser anual devido ao maior risco.

Contexto Educacional

O câncer de colo uterino é uma neoplasia prevenível, e o rastreamento por meio da citologia oncótica (Papanicolau) é fundamental para sua detecção precoce e tratamento. A infecção persistente por subtipos oncogênicos do Papilomavírus Humano (HPV) é a principal causa da doença. As diretrizes do Ministério da Saúde visam otimizar a cobertura e a eficácia do rastreamento na população brasileira. A população-alvo para o rastreamento é composta por mulheres entre 25 e 64 anos que já iniciaram a vida sexual. A periodicidade recomendada é de dois exames anuais consecutivos negativos, seguidos por exames trienais. Mulheres com mais de 64 anos que nunca realizaram o rastreamento devem ser submetidas a dois exames com intervalo de um a três anos. Se ambos forem negativos, podem ser dispensadas de exames futuros. É crucial atentar para grupos específicos, como as mulheres imunossuprimidas (HIV positivas, transplantadas, em uso de imunossupressores), que possuem maior risco de desenvolver lesões e câncer. Para elas, o rastreamento deve ser anual, iniciando após o início da atividade sexual, independentemente da idade, e mantido por toda a vida. A compreensão dessas diretrizes é vital para a prática clínica e a saúde pública.

Perguntas Frequentes

Qual a idade de início recomendada para o rastreamento do câncer de colo uterino?

O rastreamento é recomendado para mulheres a partir dos 25 anos de idade que já iniciaram a vida sexual, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde.

Qual a periodicidade ideal do exame de Papanicolau?

Após dois exames anuais consecutivos negativos, a periodicidade recomendada é trienal. Essa estratégia visa otimizar a detecção de lesões pré-cancerígenas, mantendo a eficácia e reduzindo exames desnecessários.

Como o rastreamento difere para mulheres imunossuprimidas?

Em mulheres imunossuprimidas, o rastreamento deve ser anual, devido ao maior risco de infecção persistente por HPV e progressão para lesões de alto grau e câncer. O início deve ser após o início da atividade sexual, independentemente da idade.

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