Rastreamento Câncer Colo Uterino: Diretrizes e Papanicolau

UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2023

Enunciado

O rastreamento do câncer de colo uterino através da coleta da colpocitologia oncótica continua sendo a estratégia mais adotada para detecção de lesões precursoras do câncer de colo uterino, em fases iniciais e ainda assintomáticas. Esse rastreamento obedece a recomendações. Assinale a recomendação que não está de acordo com os padrões do Ministério da Saúde.

Alternativas

  1. A) Começar em mulheres com mais de 25 anos que já iniciaram atividade sexual.
  2. B) Em mulheres com mais de 64 anos e que nunca fizeram a coleta de colpocitologia oncótica, deve-se realizar dois exames com intervalo de um a três anos.
  3. C) Durante a gestação, não se recomenda seguir o rastreio de acordo com a faixa etária e periodicidade das demais mulheres, e sim aguardar o término da gestação para fazer a coleta.
  4. D) Mulheres que fizeram histerectomia total por patologias benignas podem ser excluídas do rastreamento, caso tenham exames anteriores normais.
  5. E) No caso de mulheres que não tenham tido a sexarca, não há indicação para rastreamento do câncer de colo uterino.

Pérola Clínica

Rastreamento de câncer de colo uterino com Papanicolau deve ser mantido durante a gestação, seguindo as mesmas diretrizes de idade e periodicidade.

Resumo-Chave

As diretrizes do Ministério da Saúde para o rastreamento do câncer de colo uterino recomendam o início aos 25 anos para mulheres com vida sexual ativa e a manutenção da periodicidade mesmo durante a gestação, pois a coleta é segura e importante.

Contexto Educacional

O rastreamento do câncer de colo uterino, realizado principalmente através da colpocitologia oncótica (Papanicolau), é uma das estratégias de saúde pública mais eficazes na detecção precoce de lesões precursoras e na redução da mortalidade por essa neoplasia. As diretrizes do Ministério da Saúde do Brasil estabelecem critérios claros para o início, periodicidade e encerramento do rastreamento. O rastreamento é recomendado para mulheres com mais de 25 anos que já iniciaram atividade sexual. Após dois exames anuais consecutivos negativos, a periodicidade passa a ser trienal. É um erro comum acreditar que o rastreamento deve ser suspenso durante a gestação; na verdade, a coleta do Papanicolau é segura e deve ser mantida, seguindo as mesmas recomendações para não gestantes. Mulheres com mais de 64 anos que nunca realizaram o exame devem fazer dois testes com intervalo de um a três anos; se ambos forem negativos, podem ser dispensadas do rastreamento. Da mesma forma, mulheres que realizaram histerectomia total por patologias benignas e possuem histórico de exames anteriores normais também podem ser excluídas. Para mulheres que nunca tiveram sexarca, o rastreamento não é indicado, pois o câncer de colo uterino está intimamente ligado à infecção pelo HPV, transmitida sexualmente.

Perguntas Frequentes

Quando o rastreamento do câncer de colo uterino deve ser iniciado?

O rastreamento deve ser iniciado em mulheres com mais de 25 anos que já iniciaram atividade sexual, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde.

Qual a periodicidade recomendada para o exame de Papanicolau?

Após dois exames anuais consecutivos negativos, a periodicidade recomendada é a cada três anos.

É seguro realizar o Papanicolau durante a gestação?

Sim, a coleta da colpocitologia oncótica é segura durante a gestação e deve ser realizada seguindo as mesmas recomendações de idade e periodicidade das mulheres não gestantes.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo