Rastreamento Câncer de Colo Uterino: Conduta em Gestantes

UFS/HU - Hospital Universitário de Sergipe - Aracaju (SE) — Prova 2020

Enunciado

Com relação ao rastreamento do câncer de colo uterino assinale a alternativa CORRETA: 

Alternativas

  1. A) Paciente com idade abaixo de 25 anos portadora de lesão escamosa intraepitelial de baixo grau diagnosticada na citologia deve ser submetida a conização de alta frequência. 
  2. B) Paciente com 30 anos ou mais que apresente o achado de alterações do epitélio escamoso de significado indeterminado na citologia deve repetir o exame com um ano. 
  3. C) Em gestantes só se realiza biópsia de colo uterino em caso de suspeita de invasão. 
  4. D) Mulheres com menos de 24 anos devem realizar seu exame preventivo de colo uterino apenas a cada dois anos. 

Pérola Clínica

Gestante com alteração citológica → colposcopia segura, biópsia apenas se suspeita de invasão.

Resumo-Chave

Em gestantes, a colposcopia é um exame seguro para avaliar alterações citológicas. No entanto, a biópsia do colo uterino é reservada para casos de forte suspeita de lesão invasiva, a fim de evitar riscos desnecessários à gravidez e ao feto, postergando a conduta definitiva para o pós-parto, se possível.

Contexto Educacional

O rastreamento do câncer de colo uterino é fundamental para a detecção precoce de lesões precursoras e do próprio câncer. Em gestantes, o Papanicolau deve ser realizado se a mulher não estiver em dia com seu rastreamento. A gravidez não contraindica a coleta, mas exige cautela para evitar sangramentos. É crucial entender que a abordagem de lesões cervicais em gestantes difere da população geral devido à necessidade de proteger a gestação. Quando há um resultado anormal na citologia, a colposcopia é o próximo passo e é considerada segura durante a gravidez. No entanto, a biópsia do colo uterino é um procedimento que deve ser realizado com parcimônia, sendo reservada para situações de alta suspeita de câncer invasivo. Lesões de baixo grau ou mesmo de alto grau que não sugerem invasão podem ser acompanhadas clinicamente até o período pós-parto, quando a conduta definitiva pode ser estabelecida. O manejo conservador na gestação visa minimizar riscos de abortamento, parto prematuro ou hemorragia. A decisão de biópsia ou tratamento deve sempre ponderar os riscos e benefícios para a mãe e o feto, priorizando a segurança da gravidez. O acompanhamento rigoroso é essencial, e a reavaliação pós-parto é mandatória para todas as gestantes com alterações citológicas ou colposcópicas.

Perguntas Frequentes

Quais são as recomendações para o Papanicolau em gestantes?

O Papanicolau deve ser realizado em gestantes que não fizeram o exame nos últimos 3 anos ou que estão com o rastreamento atrasado. A coleta é segura e segue as mesmas técnicas, com atenção para evitar sangramentos.

Quando a colposcopia é indicada na gravidez?

A colposcopia é indicada em gestantes com resultados anormais no Papanicolau, como lesões de alto grau (HSIL) ou ASC-H. É um procedimento seguro que permite avaliar a extensão da lesão.

Em que situações a biópsia cervical é realizada em gestantes?

A biópsia cervical em gestantes é restrita a casos de forte suspeita de câncer invasivo, identificados na colposcopia. A maioria das lesões de baixo grau ou mesmo de alto grau pode ser acompanhada até o pós-parto.

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