Claretiano - Centro Universitário de Rio Claro (SP) — Prova 2023
Embora o câncer de colo uterino seja o quarto câncer mais incidente entre mulheres no mundo, as taxas de mortalidade estão reduzindo, especialmente em países de alta renda. Melhorias no rastreamento, no diagnóstico e no tratamento são apontadas como as razões para esse declínio. De acordo com as mudanças observadas nas diretrizes internacionais e atualizações do conhecimento sobre o rastreamento do câncer de colo do útero no Brasil, assinale a alternativa correta.
Rastreamento câncer colo uterino: Teste de HPV primário é opção para mulheres >30 anos, substituindo citologia.
As diretrizes atuais de rastreamento do câncer de colo uterino têm evoluído, e o teste de HPV de alto risco isolado é agora uma opção preferencial ou alternativa à citologia em mulheres acima de 30 anos, devido à sua maior sensibilidade para detectar lesões precursoras de alto grau.
O câncer de colo uterino, embora seja o quarto câncer mais incidente entre mulheres globalmente, tem visto uma redução nas taxas de mortalidade em países com programas de rastreamento eficazes. Essa melhoria é atribuída principalmente ao rastreamento, diagnóstico precoce e avanços no tratamento. O rastreamento visa identificar lesões precursoras (NIC) antes que progridam para câncer invasivo, sendo o Papilomavírus Humano (HPV) de alto risco o principal agente etiológico. As diretrizes de rastreamento têm evoluído, incorporando o teste de HPV como ferramenta primária ou co-teste. Atualmente, o teste de HPV isolado (teste de HPV primário) pode substituir a citologia (Papanicolau) no rastreamento do câncer de colo uterino em mulheres acima de 30 anos. Essa mudança reflete a maior sensibilidade do teste de HPV para detectar lesões de alto grau e câncer, permitindo intervalos de rastreamento mais espaçados para resultados negativos. Para mulheres mais jovens (geralmente < 25-30 anos), a citologia ainda é a principal ferramenta, devido à alta prevalência de infecções por HPV transitórias que não progridem para lesões significativas. O manejo de resultados anormais depende da idade da paciente e da combinação dos testes. Um teste de HPV positivo com citologia negativa geralmente requer acompanhamento com repetição dos testes em 12 meses, não um encaminhamento imediato para colposcopia. O risco de lesões precursoras e progressão para lesões invasivas não aumenta significativamente durante a gravidez; o rastreamento pode ser realizado, mas o manejo de lesões é frequentemente adiado para o pós-parto. A compreensão dessas diretrizes atualizadas é fundamental para a prática ginecológica e para a saúde pública.
O teste de HPV primário possui maior sensibilidade para detectar lesões precursoras de alto grau e o próprio câncer de colo uterino, além de permitir intervalos de rastreamento mais longos quando negativo, otimizando a detecção precoce.
Em mulheres jovens, a citologia cervical ainda é a principal ferramenta de rastreamento, pois a infecção por HPV é muito comum e transitória nessa faixa etária, e o teste de HPV primário resultaria em muitos falsos positivos e intervenções desnecessárias.
Em caso de teste de HPV positivo e citologia negativa, o manejo pode variar, mas geralmente envolve a repetição do teste de HPV e/ou citologia em 12 meses. A colposcopia imediata não é rotina, a menos que haja outros fatores de risco ou persistência da infecção.
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