UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2025
Mulher de 36 anos realizou rastreio de câncer de colo uterino com pesquisa de DNA HPV por PCR, cujo resultado foi positivo para o genótipo 16.A conduta correta é realizar
HPV DNA 16 positivo em rastreio = colposcopia imediata, independentemente da citologia.
De acordo com as diretrizes atuais para rastreamento de câncer de colo uterino, um teste de DNA HPV positivo para genótipos de alto risco, como o 16 (ou 18), exige uma investigação mais aprofundada com colposcopia, independentemente do resultado da citologia oncótica. Isso se deve ao alto potencial oncogênico desses genótipos.
O rastreamento do câncer de colo uterino é fundamental para a detecção precoce e prevenção da doença. Atualmente, as diretrizes têm evoluído para incluir o teste de DNA HPV como método primário ou em co-teste com a citologia oncótica. O HPV (Papilomavírus Humano) é a principal causa do câncer de colo uterino, e a identificação de genótipos de alto risco, como o 16 e o 18, é crucial devido ao seu elevado potencial oncogênico. A fisiopatologia do câncer de colo uterino envolve a infecção persistente por HPV de alto risco, que leva a alterações nas células cervicais, progredindo de lesões intraepiteliais de baixo grau (NIC 1) para alto grau (NIC 2/3) e, eventualmente, câncer invasivo. O teste de DNA HPV por PCR detecta a presença do vírus e pode identificar os genótipos específicos. A detecção do genótipo 16 (ou 18) é um marcador de alto risco que exige atenção imediata, pois esses genótipos são responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer cervical. Quando o teste de DNA HPV é positivo para genótipos de alto risco, especialmente o 16 ou 18, a conduta recomendada é a colposcopia. Este exame permite uma avaliação detalhada do colo uterino, identificando áreas suspeitas para biópsia dirigida e diagnóstico histopatológico. A exérese da zona de transformação (como LEEP ou CAF) é um tratamento para lesões de alto grau confirmadas por biópsia, não uma conduta inicial após apenas o teste de HPV positivo. O acompanhamento rigoroso e a intervenção oportuna são essenciais para interromper a progressão da doença.
O genótipo HPV 16, juntamente com o 18, é responsável pela maioria dos casos de câncer de colo uterino e lesões de alto grau (NIC 2/3). Sua detecção indica um risco significativamente elevado de desenvolver essas lesões, justificando uma conduta mais agressiva e imediata.
A colposcopia permite a visualização direta do colo uterino sob magnificação, identificando áreas com alterações suspeitas que podem ser biopsiadas. Isso é essencial para diagnosticar lesões pré-cancerígenas ou câncer invasivo que podem estar presentes, mesmo que a citologia seja normal ou de baixo grau.
A citologia oncótica (Papanicolau) ainda é amplamente utilizada, muitas vezes em co-teste com o DNA HPV. Em alguns protocolos, ela é a primeira linha de rastreamento, e o teste de HPV é usado para triagem de resultados citológicos anormais ou como teste primário em faixas etárias específicas. No caso de HPV 16/18 positivo, a colposcopia é indicada independentemente da citologia.
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