SES-PB - Secretaria de Estado de Saúde da Paraíba — Prova 2024
Avó e neta realizaram exame citológico para rastreio do câncer de colo uterino no mesmo dia. A avó tem 65 anos e há cinco anos não tem vida sexual ativa. A neta tem 22 anos e iniciou a vida sexual há seis meses. Foi a primeira vez que realizaram o exame e ambas receberam o mesmo laudo: resultado citológico dentro dos limites da normalidade no material examinado. Considerando as Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo Uterino (INCA, 2016), que orientação deve ser dada sobre a realização do próximo exame?
Papanicolau normal: repetir em 3 anos para mulheres rastreadas, independente da idade ou início da vida sexual.
As diretrizes do INCA (2016) preconizam o rastreamento do câncer de colo uterino em mulheres de 25 a 64 anos. Após dois exames anuais normais, o intervalo passa a ser de três anos. Para a avó, se o rastreamento foi iniciado e o resultado é normal, ela deve repetir em 3 anos. Para a neta, sendo o primeiro exame normal, ela deve repetir em 3 anos, pois a idade de início do rastreamento é 25 anos, mas se já iniciou, segue o protocolo.
O rastreamento do câncer de colo uterino, realizado principalmente pelo exame citopatológico (Papanicolau), é uma das estratégias mais eficazes na prevenção da doença. As Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo Uterino (INCA, 2016) estabelecem a faixa etária prioritária de 25 a 64 anos para o rastreamento, com o objetivo de detectar lesões precursoras e tratá-las antes que evoluam para câncer invasivo. A compreensão dessas diretrizes é fundamental para a prática clínica e para a saúde pública. A fisiopatologia do câncer de colo uterino está intrinsecamente ligada à infecção persistente por tipos oncogênicos do Papilomavírus Humano (HPV). O exame citopatológico busca identificar alterações celulares causadas pelo HPV, desde lesões de baixo grau (LSIL) até lesões de alto grau (HSIL) e carcinoma invasivo. O diagnóstico precoce dessas lesões permite intervenções como a colposcopia e biópsia, seguidas de tratamento adequado, como a conização, que podem curar a doença e prevenir sua progressão. Em relação à conduta, para mulheres que iniciam o rastreamento, os dois primeiros exames devem ser anuais. Se ambos forem normais, os próximos exames podem ser realizados a cada três anos. Para mulheres acima de 64 anos, se já estiverem no programa de rastreamento e tiverem dois exames negativos consecutivos nos últimos cinco anos, o rastreamento pode ser interrompido. É crucial individualizar a conduta, mas sempre seguindo as diretrizes para otimizar a detecção e evitar exames desnecessários ou tardios.
O rastreamento do câncer de colo uterino no Brasil é recomendado para mulheres a partir dos 25 anos que já tiveram atividade sexual.
Após dois exames anuais consecutivos normais, o intervalo recomendado para o Papanicolau é de três anos, mantendo-se essa periodicidade se os resultados continuarem normais.
O rastreamento pode ser interrompido para mulheres acima de 64 anos que tiveram pelo menos dois exames negativos consecutivos nos últimos cinco anos, e para aquelas sem histórico de lesões de alto grau.
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