Câncer de Colo Uterino: Rastreamento e Prevenção Essencial

UDI Hospital - Hospital UDI São Luís (MA) — Prova 2022

Enunciado

O câncer de colo uterino tem incidência acima da média nacional no Estado do Maranhão. Assinale a alternativa errada:

Alternativas

  1. A) As pacientes que realizaram histerectomia por causa benigna, precisam coletar anualmente a colpocitologia oncótica.
  2. B) Antes da coleta da colpocitologia oncótica é importante que a paciente não use produtos intra vaginais ou que não tenha relação sexual no dia anterior a coleta do exame.
  3. C) Dentre as medidas preventivas podemos incluir a vacinação contra o HPV e a coleta de colpocitologia oncótica.
  4. D) O início das atividades sexuais precocemente e múltiplos parceiros sexuais sem proteção, são fatores de risco para a contaminação com HPV.
  5. E) Recomenda-se que a paciente faça duas coletas anuais de colpocitologia oncótica, em caso de normalidade, pode fazer a coleta de 3 em 3 anos.

Pérola Clínica

Histerectomia total por causa benigna → NÃO precisa de colpocitologia oncótica anual (se não houver histórico de lesão de alto grau).

Resumo-Chave

Pacientes submetidas à histerectomia total (com remoção do colo uterino) por condições benignas, sem histórico de lesões de alto grau ou câncer cervical, não necessitam mais de rastreamento citológico (colpocitologia oncótica). A alternativa incorreta afirma o contrário, o que é um erro comum.

Contexto Educacional

O câncer de colo uterino é um problema de saúde pública significativo, especialmente em regiões com menor acesso a programas de rastreamento. É o terceiro tipo de câncer mais comum entre as mulheres no Brasil, e sua incidência pode ser ainda maior em estados como o Maranhão. Praticamente todos os casos são causados pela infecção persistente por tipos oncogênicos do Papilomavírus Humano (HPV), transmitido sexualmente. A prevenção primária é realizada pela vacinação contra o HPV, recomendada para meninas e meninos antes do início da vida sexual. A prevenção secundária consiste no rastreamento através da colpocitologia oncótica (Papanicolau), que permite identificar lesões pré-cancerígenas e tratá-las antes que evoluam para câncer invasivo. O rastreamento deve ser iniciado aos 25 anos em mulheres que já tiveram atividade sexual e seguir um esquema de periodicidade, geralmente a cada 3 anos após dois exames anuais normais. É fundamental que residentes compreendam as diretrizes de rastreamento e as exceções, como no caso de pacientes histerectomizadas. A educação sobre fatores de risco, como início precoce da atividade sexual e múltiplos parceiros sem proteção, também é crucial para a saúde pública. O preparo adequado para o exame e a interpretação correta dos resultados são pilares para um programa de rastreamento eficaz e para a redução da morbimortalidade por câncer de colo uterino.

Perguntas Frequentes

Quando uma paciente que fez histerectomia precisa continuar o Papanicolau?

Uma paciente que realizou histerectomia total (com remoção do colo) por causa benigna e sem histórico de lesões de alto grau ou câncer cervical não precisa mais de Papanicolau. O rastreamento é mantido se a histerectomia foi subtotal (colo preservado) ou se há histórico de lesão de alto grau ou câncer, mesmo após histerectomia total.

Quais são as principais medidas preventivas contra o câncer de colo uterino?

As principais medidas preventivas incluem a vacinação contra o HPV, que protege contra os tipos de vírus mais oncogênicos, e o rastreamento regular com colpocitologia oncótica (Papanicolau) para detecção precoce de lesões pré-cancerígenas e seu tratamento adequado.

Qual o preparo adequado para a coleta da colpocitologia oncótica?

Para uma coleta adequada, a paciente deve evitar relações sexuais, o uso de duchas vaginais, cremes ou medicamentos intravaginais por pelo menos 48 a 72 horas antes do exame. A coleta não deve ser realizada durante o período menstrual.

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