Unimed-Rio - Cooperativa de Trabalho Médico (RJ) — Prova 2020
Segundo dados da OMS para reduzir a incidência do câncer de colo uterino há necessidade de cobertura mínima de 80% da população-alvo, seguidos de diagnóstico e tratamento adequados. No Brasil, a incidência desta patologia permanece em níveis crescentes, apesar da oferta da vacinação contra o HPV desde 2006 (em clínicas particulares) e 2014 (no serviço público) e da publicação das ""Diretrizes para rastreamento do câncer de colo de útero"" pelo Ministério da Saúde. Assinale a afirmativa CORRETA:
Citologia em meio líquido > convencional para rastreio de câncer de colo uterino devido à menor taxa de inadequação.
A citologia em meio líquido otimiza a coleta e preservação celular, reduzindo amostras insatisfatórias e aumentando a sensibilidade do rastreamento do câncer de colo uterino em comparação com a citologia convencional.
O câncer de colo uterino é uma neoplasia maligna com alta incidência no Brasil, apesar dos programas de vacinação contra o HPV e das diretrizes de rastreamento. A prevenção primária, com a vacinação, e a secundária, com o rastreamento citopatológico, são pilares fundamentais para a redução da morbimortalidade. A compreensão das técnicas de coleta e interpretação é crucial para a prática clínica. A citologia em meio líquido representa um avanço significativo no rastreamento do câncer de colo uterino. Ao contrário da citologia convencional, onde a amostra é diretamente esfregaçada na lâmina, no meio líquido as células são coletadas e suspensas em um frasco com conservante. Isso permite uma melhor preservação celular, remoção de muco e sangue, e a possibilidade de realizar testes adicionais na mesma amostra, como o DNA-HPV. A maior sensibilidade e menor taxa de inadequação resultam em diagnósticos mais precisos e redução de reconvocações. Para residentes, é vital dominar as recomendações do Ministério da Saúde para o rastreamento, incluindo a faixa etária para início e término, a frequência dos exames e a conduta diante dos resultados. A vacinação contra o HPV, disponível no SUS para meninas e meninos em faixas etárias específicas, é a principal estratégia de prevenção primária. O seguimento adequado das pacientes com alterações citológicas e histopatológicas é essencial para evitar a progressão da doença.
A citologia em meio líquido oferece maior sensibilidade e menor taxa de inadequação das amostras, pois as células são dispersas uniformemente e artefatos são reduzidos.
A coleta deve ser realizada fora do período menstrual, com abstinência sexual de 48 horas e sem uso de duchas ou medicamentos intravaginais nesse período.
Não, o teste de DNA-HPV é recomendado para rastreamento em mulheres a partir dos 30 anos, geralmente em co-teste com a citologia, conforme as diretrizes atuais.
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