HAS - Hospital Adventista Silvestre (RJ) — Prova 2025
Mulher de 32 anos de idade, em consulta de promoção de saúde. Sem queixas espontâneas, relata vida sexual ativa e hábitos de vida saudáveis. Tia paterna falecida pela doença aos 60 anos de idade, por câncer de mama. Pai e mãe diabéticos e hipertensos. O pai sofreu infarto agudo do miocárdio aos 58 anos de idade. Ao exame clínico: BEG, frequência cardíaca = 80 batimentos/minuto, pressão arterial = 110 x 80 mmHg, peso = 56kg e altura = 1,63m. Circunferência abdominal = 78cm. Sem outra anormalidade. Sobre a realização de exames de rastreamento para esta paciente, pode-se afirmar que estão indicados:
Mulher 32a, vida sexual ativa: Papanicolaou indicado. Rastreamento de mama/cardiovascular não rotina nesta idade.
Para uma mulher de 32 anos com vida sexual ativa, o rastreamento primário indicado é a colpocitologia oncótica (Papanicolaou). Apesar dos antecedentes familiares, a idade não justifica rastreamento de câncer de mama ou doenças cardiovasculares de rotina, que teriam início mais tardio.
A consulta de promoção de saúde é uma oportunidade crucial para avaliar riscos e indicar rastreamentos apropriados para cada faixa etária e perfil individual. No caso de uma mulher de 32 anos com vida sexual ativa, a colpocitologia oncótica (exame de Papanicolaou) é o rastreamento primário e mais importante a ser considerado, visando a detecção precoce de lesões pré-cancerígenas ou câncer de colo uterino. As diretrizes brasileiras recomendam o início do Papanicolaou a partir dos 25 anos para mulheres com vida sexual ativa. Em relação ao câncer de mama, embora haja um histórico familiar (tia paterna falecida aos 60 anos), a idade de 32 anos geralmente não justifica o rastreamento mamográfico de rotina. As diretrizes para rastreamento populacional iniciam a mamografia aos 40 ou 50 anos, dependendo da sociedade médica. Em casos de alto risco (mutações genéticas conhecidas, múltiplos casos em parentes de primeiro grau em idade jovem), o rastreamento pode ser antecipado, mas a ultrassonografia de mamas não é um método de rastreamento primário para câncer de mama, sendo complementar à mamografia. Quanto às doenças cardiovasculares, apesar dos pais serem diabéticos e hipertensos e o pai ter sofrido IAM aos 58 anos, a paciente apresenta um perfil clínico favorável (PA 110x80 mmHg, IMC 21,1 kg/m², circunferência abdominal 78cm) e idade jovem. O rastreamento de rotina com glicemia de jejum e perfil lipídico para doenças cardiovasculares geralmente é iniciado em idades mais avançadas ou na presença de fatores de risco mais evidentes. Neste momento, a promoção de hábitos saudáveis e a avaliação clínica periódica são mais prioritárias do que exames laboratoriais de rastreamento para essas comorbidades.
O rastreamento de câncer de colo uterino com Papanicolaou geralmente é recomendado para mulheres a partir dos 25 anos que já iniciaram a vida sexual, com periodicidade de 3 em 3 anos após dois exames anuais normais.
Para mulheres com histórico familiar de câncer de mama em parentes de primeiro grau, o rastreamento pode ser iniciado 10 anos antes da idade do parente mais jovem afetado, mas nunca antes dos 30 anos, e geralmente com mamografia, não apenas ultrassonografia. A ultrassonografia é complementar.
Para uma mulher de 32 anos sem fatores de risco adicionais além dos antecedentes familiares (que aumentam o risco, mas não justificam rastreamento precoce de rotina), exames como glicemia de jejum e perfil lipídico não são indicados como rastreamento de rotina, mas sim em caso de suspeita clínica ou a partir de idades mais avançadas.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo