Rastreamento Câncer de Colo Uterino: Diretrizes para Idosas

UFF/HUAP - Hospital Universitário Antônio Pedro - Niterói (RJ) — Prova 2021

Enunciado

Mulher, 65 anos, vem à consulta na Unidade Básica de Saúde para avaliação de abaulamento genital. Nunca havia consultado com ginecologista anteriormente. Gesta IV. para IV, quatro partos normais. Dois parceiros. Menopausa aos 51 anos. De acordo com o Ministério da Saúde, a conduta visando à prevenção do câncer de colo uterino dessa paciente deve ser

Alternativas

  1. A) dispensar o rastreio, uma vez que a paciente já passou da faixa etária preconizada, que vai até 64 anos
  2. B) colher duas citologias com intervalo de um a três anos e, se ambas estiverem negativas, dispensar do rastreio
  3. C) colher duas citologias com intervalo de um a três anos e, se ambas estiverem negativas, manter rastreio trienal.
  4. D) colher duas citologias com intervalo de um ano e, se ambas estiverem negativas, manter rastreio trienal por mais 10 anos
  5. E) colher uma citologia e, se estiver negativa, dispensar do rastreio, porque a paciente tem mais de 64 anos

Pérola Clínica

Mulher > 64 anos, Papanicolau nunca feito/irregular → 2 citologias negativas (1-3 anos) → dispensa rastreio.

Resumo-Chave

As diretrizes do Ministério da Saúde para rastreamento do câncer de colo uterino recomendam a interrupção do rastreio em mulheres a partir dos 65 anos que tenham tido dois exames citopatológicos negativos consecutivos nos últimos cinco anos. No caso de uma paciente que nunca realizou o exame ou o fez irregularmente, deve-se realizar duas citologias com intervalo de 1 a 3 anos e, se ambas negativas, dispensar do rastreio.

Contexto Educacional

O rastreamento do câncer de colo uterino, principalmente através da citologia oncótica (Papanicolau), é uma das estratégias mais eficazes na prevenção secundária dessa neoplasia. As diretrizes do Ministério da Saúde do Brasil estabelecem a faixa etária prioritária para o rastreamento entre 25 e 64 anos, com exames trienais após dois resultados anuais negativos. No entanto, a conduta para mulheres fora dessa faixa etária ou com histórico de rastreamento irregular merece atenção especial. Para mulheres com 65 anos ou mais, a recomendação geral é a interrupção do rastreamento se elas tiverem um histórico de dois exames citopatológicos negativos consecutivos nos últimos cinco anos. Essa decisão é baseada na baixa incidência de novas infecções por HPV e na regressão natural de lesões em mulheres mais velhas, além do risco-benefício dos exames. No caso específico de uma paciente idosa (acima de 64 anos) que nunca realizou o Papanicolau ou o fez de forma irregular, a conduta difere. Para garantir que não haja lesões preexistentes não detectadas, o Ministério da Saúde preconiza a realização de duas citologias com intervalo de um a três anos. Se ambas as citologias forem negativas para atipias ou lesões, a paciente pode ser dispensada do rastreamento, pois o risco de desenvolver câncer cervical torna-se mínimo.

Perguntas Frequentes

Quando o rastreamento do câncer de colo uterino pode ser interrompido?

O rastreamento pode ser interrompido em mulheres com 65 anos ou mais que tenham tido dois exames citopatológicos negativos consecutivos nos últimos cinco anos. Também pode ser interrompido em mulheres histerectomizadas por lesões benignas, desde que o colo uterino tenha sido removido.

Qual a conduta para uma mulher idosa que nunca fez Papanicolau ou o fez irregularmente?

Para essas pacientes, as diretrizes recomendam a realização de duas citologias com intervalo de um a três anos. Se ambas as citologias forem negativas para lesões intraepiteliais ou câncer, a paciente pode ser dispensada do rastreamento.

Por que o rastreamento é interrompido em mulheres idosas com exames negativos?

A interrupção se baseia na baixa incidência de novas infecções por HPV e na regressão espontânea de lesões em mulheres mais velhas. A probabilidade de desenvolver câncer de colo uterino após um histórico de exames negativos é muito baixa, e os riscos dos exames superam os benefícios.

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