UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2023
Mulher, 32a, G2P2A0, sem comorbidades, em acompanhamento ginecológico de rotina, apresentou os seguintes resultados de colpocitologia:Junho/22: ASCUS- células escamosas de significado indeterminado possivelmente não neoplásicas.Dezembro/22: Alterações celulares benignas.QUANDO DEVERÁ SER REALIZADA A PRÓXIMA COLETA DE EXAME?
ASCUS + citologia benigna subsequente → repetir Papanicolau em 3 anos (se >25a).
Após um resultado de ASCUS, a conduta depende do seguimento. Se a citologia subsequente (em 6 meses) for benigna, o rastreamento retorna ao padrão normal, que para mulheres acima de 25 anos é a cada 3 anos, conforme as diretrizes nacionais.
O rastreamento do câncer de colo uterino é fundamental na saúde da mulher, sendo a colpocitologia (Papanicolau) o principal método. Resultados como ASCUS (células escamosas de significado indeterminado) indicam a necessidade de um seguimento específico, mas não necessariamente uma lesão de alto grau. A interpretação e conduta seguem diretrizes bem estabelecidas para evitar sub ou supertratamento. A conduta após um resultado de ASCUS é estratificada por idade e risco. Para mulheres acima de 25 anos, se o exame de seguimento (geralmente em 6 meses) for negativo para lesão intraepitelial ou apresentar apenas alterações celulares benignas, o rastreamento pode retornar ao intervalo de rotina, que é de 3 anos. A detecção de HPV de alto risco pode modificar essa conduta, indicando colposcopia. É crucial para residentes compreenderem as diretrizes do Ministério da Saúde e as recomendações internacionais para o manejo de resultados anormais do Papanicolau. O objetivo é identificar lesões pré-cancerígenas precocemente, evitando a progressão para câncer invasivo, ao mesmo tempo em que se evita intervenções desnecessárias em casos de alterações transitórias ou benignas.
A conduta inicial para ASCUS depende da idade da paciente e da disponibilidade de teste de HPV. Em mulheres acima de 30 anos, o teste de HPV é preferencial. Se não disponível ou em mulheres com menos de 30 anos, repete-se a citologia em 6 meses.
O rastreamento pode retornar à rotina (Papanicolau a cada 3 anos para mulheres acima de 25 anos) se o exame de seguimento (citologia em 6 meses ou teste de HPV) for negativo para lesão intraepitelial ou apresentar apenas alterações celulares benignas.
As alterações celulares benignas comuns incluem inflamação, metaplasia escamosa imatura, atrofia, reparação e alterações associadas a infecções como Candida ou Gardnerella, que não indicam malignidade.
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