UFRN/HUOL - Hospital Universitário Onofre Lopes - Natal (RN) — Prova 2020
Considere, na tabela a seguir, a idade de quatro pacientes e os seus respectivos resultadosda citologia de colo uterino, coletada pelo médico da unidade básica de saúde (UBS).Segundo as diretrizes brasileiras para rastreamento do câncer de colo uterino (INCA 2016), o médico da UBS encaminhará para colposcopia imediata as pacientes
HSIL (qualquer idade) e LSIL (>25 anos) → Colposcopia imediata. ASC-US e LSIL (<25 anos) → Repetir citologia.
As diretrizes do INCA para rastreamento do câncer de colo uterino definem condutas específicas baseadas na idade da paciente e no resultado da citologia. Lesões de alto grau (HSIL) sempre indicam colposcopia imediata, enquanto lesões de baixo grau (LSIL) ou atipias de significado indeterminado (ASC-US) podem ter condutas conservadoras ou exigir colposcopia dependendo da faixa etária.
O rastreamento do câncer de colo uterino, realizado principalmente pela citologia oncótica (Papanicolau), é uma das estratégias mais eficazes na prevenção e detecção precoce da doença. As diretrizes brasileiras, como as do INCA 2016, são fundamentais para padronizar a conduta e garantir a melhor abordagem para as pacientes, especialmente na atenção primária à saúde. A compreensão dessas diretrizes é essencial para todos os profissionais de saúde, desde a coleta adequada até a interpretação dos resultados e o encaminhamento correto. A interpretação dos resultados da citologia e a decisão de encaminhamento para colposcopia dependem de fatores como o tipo de lesão (ASC-US, LSIL, HSIL) e a idade da paciente. Lesões de alto grau (HSIL) sempre demandam investigação imediata via colposcopia. Já as lesões de baixo grau (LSIL) e as atipias de significado indeterminado (ASC-US) têm condutas diferenciadas, com foco na observação e repetição da citologia em pacientes mais jovens, devido à alta taxa de regressão espontânea e menor risco de progressão para câncer invasivo. O manejo adequado evita a supermedicalização e os riscos associados a procedimentos desnecessários, ao mesmo tempo em que garante a detecção precoce de lesões com maior potencial de malignidade. A educação continuada sobre essas diretrizes é vital para a prática clínica e para a saúde pública, contribuindo para a redução da incidência e mortalidade por câncer de colo uterino no Brasil.
Segundo as diretrizes do INCA 2016, a colposcopia imediata é indicada para pacientes com HSIL (lesão intraepitelial de alto grau) em qualquer idade, e para pacientes com LSIL (lesão intraepitelial de baixo grau) com idade superior a 25 anos.
Para pacientes com menos de 25 anos e resultado de ASC-US (atipias em células escamosas de significado indeterminado), a conduta é repetir a citologia em 1 ano. A colposcopia imediata não é indicada nesta faixa etária devido à alta taxa de regressão espontânea.
A idade é crucial porque mulheres mais jovens (<25 anos) têm maior probabilidade de regressão espontânea de lesões de baixo grau (ASC-US, LSIL) e menor risco de câncer invasivo. O manejo conservador evita procedimentos desnecessários e seus potenciais impactos na fertilidade futura.
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