UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2023
Mulher, 66a, procura a Unidade Básica de Saúde para rotina de prevenção de câncer de colo uterino. Refere coleta de exames com intervalos trianuais desde os 25 anos, sem alterações. Último exame há um ano, normal. Sem queixas e exame físico normal. ALÉM DE ORIENTAR HÁBITOS DE VIDA SAUDÁVEIS, A CONDUTA É:
Rastreamento câncer colo uterino → Interromper aos 65 anos com histórico adequado de exames negativos.
As diretrizes atuais recomendam a interrupção do rastreamento de câncer de colo uterino em mulheres com mais de 65 anos que possuem um histórico adequado de exames negativos recentes. Continuar o rastreamento além dessa idade, sem indicação específica, pode levar a intervenções desnecessárias e ansiedade.
O rastreamento do câncer de colo uterino, principalmente através da citologia oncótica (Papanicolau), é uma das estratégias de saúde pública mais bem-sucedidas na redução da incidência e mortalidade por essa neoplasia. As diretrizes atuais recomendam o início do rastreamento por volta dos 25 anos e a sua continuidade com intervalos regulares (geralmente trianuais, após dois exames anuais negativos) até uma determinada idade, desde que o histórico de exames seja adequado. A interrupção do rastreamento é um ponto crucial e frequentemente questionado. As principais diretrizes, como as do Ministério da Saúde do Brasil e sociedades internacionais, preconizam a interrupção em mulheres com idade superior a 64 ou 65 anos que possuam um histórico de rastreamento adequado, com pelo menos três exames citopatológicos negativos consecutivos nos últimos 10 anos, sendo o último realizado nos últimos 5 anos. A paciente do caso, com 66 anos e histórico de exames normais trianuais desde os 25, preenche esses critérios. A razão para a interrupção baseia-se na baixa probabilidade de desenvolver câncer de colo uterino após essa idade em mulheres com rastreamento prévio adequado, e no risco de resultados falso-positivos e procedimentos invasivos desnecessários em uma população com menor benefício. É importante ressaltar que a interrupção não se aplica a mulheres com histórico de lesões de alto grau, câncer de colo uterino ou imunocomprometidas, que devem seguir um protocolo de rastreamento individualizado.
O rastreamento pode ser interrompido em mulheres com mais de 65 anos (ou 64 anos, dependendo da diretriz) que tiveram pelo menos três exames citopatológicos cervicais consecutivos negativos nos últimos 10 anos, sendo o último realizado nos últimos 5 anos.
A incidência de lesões pré-cancerígenas e câncer invasivo de colo uterino diminui significativamente após os 65 anos em mulheres com histórico de rastreamento adequado e resultados negativos. A continuidade do rastreamento não oferece benefício adicional substancial e pode levar a falsos positivos e procedimentos invasivos desnecessários.
Sim, a interrupção não é recomendada para mulheres com histórico de lesões de alto grau (NIC 2/3) ou câncer de colo uterino, ou para aquelas que estão imunocomprometidas. Nesses casos, o rastreamento deve ser mantido por um período mais longo, conforme orientação clínica.
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