FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2022
Mulher com 35 anos, III gesta III para, portadora de metrorragia por miomatose, sempre apresentou colpocitologia oncologia negativa e teve indicada histerectomia total, e a peça cirúrgica confirmou esse diagnóstico. Quanto aos exames preventivos a serem realizados a partir da cirurgia,
Histerectomia total por doença benigna + colpocitologia prévia negativa = dispensa de Papanicolau.
Após uma histerectomia total (remoção do útero e colo uterino) realizada por condições benignas (como miomatose) e com histórico de colpocitologias oncóticas negativas, não há mais colo uterino para ser rastreado para câncer cervical. Portanto, o exame de Papanicolau pode ser dispensado.
O rastreamento do câncer de colo uterino, realizado principalmente através da colpocitologia oncótica (Papanicolau), tem como objetivo detectar lesões pré-cancerígenas e o câncer em estágios iniciais, aumentando as chances de cura. A histerectomia é um procedimento cirúrgico que remove o útero, podendo ser total (remoção do corpo e colo uterino) ou subtotal (remoção apenas do corpo uterino, mantendo o colo). Quando uma mulher é submetida a uma histerectomia total por condições benignas, como miomatose uterina, e possui um histórico de exames de Papanicolau negativos, o colo uterino, que é o local de origem da maioria dos cânceres cervicais, é removido. Consequentemente, não há mais tecido cervical para ser rastreado, tornando o Papanicolau desnecessário. É fundamental que o profissional de saúde avalie cuidadosamente o histórico da paciente, incluindo o tipo de histerectomia realizada e a razão para a cirurgia, bem como os resultados de Papanicolau anteriores. A dispensa do rastreamento deve ser baseada em critérios claros para evitar tanto o rastreamento excessivo quanto a falha em detectar possíveis lesões em situações específicas, como em casos de histerectomia por lesões de alto grau ou câncer.
O Papanicolau pode ser dispensado quando a mulher foi submetida a uma histerectomia total (com remoção do colo uterino) por doença benigna, como miomatose, e não possui histórico de lesões pré-cancerígenas ou câncer de colo uterino.
Na histerectomia total, o útero e o colo uterino são removidos, eliminando a necessidade de Papanicolau. Na histerectomia subtotal, apenas o corpo uterino é removido, mantendo o colo, o que exige a continuidade do rastreamento cervical.
Sim, se a histerectomia total foi realizada devido a lesões de alto grau (NIC 2/3) ou câncer de colo uterino, ou se a paciente tem histórico de exposição ao DES (dietilestilbestrol) in utero, o rastreamento do fundo vaginal pode ser recomendado, embora não seja um Papanicolau cervical.
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