UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2016
Você é médico da equipe 12 na UBS Vila Matilde. Uma família que mudou recentemente para a sua área adscrita vem à Unidade para uma primeira avaliação. O casal Denis e Lucimar e sua filha Maraisa de 17 anos, todos assintomáticos e com desejo de uma "avaliação de rotina" Maraísa, 17 anos, iniciou vida sexual aos 14 anos, com parceiro fixo, pergunta sobre a necessidade de realizar o "exame preventivo" para câncer de colo uterino. Nesse caso qual deve ser a sua orientação?
Rastreamento Papanicolau no Brasil inicia aos 25 anos para mulheres que já tiveram atividade sexual.
As diretrizes brasileiras para rastreamento do câncer de colo uterino recomendam o início da coleta de material para exame citopatológico (Papanicolau) a partir dos 25 anos de idade para mulheres que já iniciaram a vida sexual. Antes dessa idade, o rastreamento não é indicado rotineiramente, mesmo com vida sexual ativa.
O câncer de colo uterino é uma das neoplasias mais comuns entre as mulheres, sendo quase sempre causado pela infecção persistente por tipos oncogênicos do Papilomavírus Humano (HPV). O rastreamento através do exame citopatológico (Papanicolau) é uma estratégia eficaz de prevenção secundária, permitindo a detecção precoce de lesões pré-cancerígenas e seu tratamento antes que progridam para câncer invasivo. As diretrizes do Ministério da Saúde do Brasil recomendam o início do rastreamento do câncer de colo uterino a partir dos 25 anos de idade para mulheres que já iniciaram a vida sexual. A coleta deve ser realizada anualmente e, após dois exames negativos consecutivos, pode ser espaçada para a cada três anos. Essa recomendação visa otimizar a relação custo-benefício do rastreamento, considerando a alta taxa de regressão espontânea das infecções por HPV em mulheres mais jovens e o longo período de latência para o desenvolvimento do câncer. Para residentes, é crucial conhecer e aplicar essas diretrizes para evitar o sobrediagnóstico e o tratamento excessivo em populações de baixo risco, ao mesmo tempo em que se garante a detecção precoce em grupos de maior risco. A orientação sobre a vacinação contra o HPV também é um componente essencial da prevenção primária, complementando o rastreamento.
O rastreamento não é recomendado antes dos 25 anos porque a infecção por HPV é muito comum em adolescentes e mulheres jovens, e a maioria dessas infecções regride espontaneamente sem causar lesões persistentes ou câncer, evitando intervenções desnecessárias.
Após os 25 anos, se os dois primeiros exames anuais forem negativos, o Papanicolau pode ser realizado a cada três anos. Em casos de resultados alterados, a frequência pode ser modificada conforme a conduta médica.
Os principais fatores de risco incluem infecção persistente por HPV de alto risco, início precoce da vida sexual, múltiplos parceiros sexuais, tabagismo, imunossupressão e baixa condição socioeconômica.
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