Câncer de Colo Uterino: Rastreamento no Brasil

AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (PR) — Prova 2023

Enunciado

Os programas de prevenção de câncer de colo uterino ao redor do mundo obtiveram sucesso na redução da incidência da doença, que variou entre os diferentes países de acordo com a cobertura de rastreio entre a população alvo e, em especial, pela existência de controle de base populacional da população rastreada, de modo a se identificar e recrutar a população não rastreada. Considerando o programa de rastreio empregado no Brasil, assinale a alternativa correta:

Alternativas

  1. A) O início do rastreio deve ocorrer após os 25 anos de idade.
  2. B) Recomenda-se que o início do rastreio citológico se inicie aos 21 anos, ou 2 anos após o início da atividade sexual.
  3. C) A periodicidade do rastreio deve ser anual, e pode-se encerrar as coletas aos 69 anos.
  4. D) Os métodos de biologia molecular para detecção do HPV são uma boa alternativa à citologia convencional, e tais métodos já são incorporados no programa nacional de controle do câncer de colo uterino.

Pérola Clínica

Rastreio câncer colo uterino no Brasil: iniciar aos 25 anos, após início da vida sexual.

Resumo-Chave

As diretrizes brasileiras para o rastreamento do câncer de colo uterino recomendam o início da coleta do exame citopatológico (Papanicolau) a partir dos 25 anos de idade para mulheres que já iniciaram a atividade sexual, e não antes, visando otimizar a relação custo-benefício e evitar intervenções desnecessárias em lesões que regridem espontaneamente em mulheres mais jovens.

Contexto Educacional

O câncer de colo uterino é o terceiro tipo de câncer mais comum entre as mulheres no Brasil, excluindo o câncer de pele não melanoma, e é a quarta causa de morte por câncer em mulheres. A principal estratégia de prevenção secundária é o rastreamento por meio do exame citopatológico (Papanicolau), que permite detectar lesões precursoras e tratá-las antes que progridam para câncer invasivo. As diretrizes brasileiras, estabelecidas pelo Ministério da Saúde, recomendam o início do rastreamento aos 25 anos para mulheres com vida sexual ativa. Após dois exames anuais consecutivos negativos, a periodicidade passa a ser trienal. O rastreamento pode ser encerrado aos 64 anos, desde que a mulher tenha dois exames negativos nos últimos cinco anos. Essa abordagem visa otimizar os recursos e reduzir a taxa de falsos positivos e intervenções desnecessárias em lesões que frequentemente regridem espontaneamente em mulheres mais jovens. A efetividade dos programas de rastreamento depende de alta cobertura da população-alvo e de um sistema de controle de base populacional que identifique e recrute mulheres não rastreadas. Embora testes de biologia molecular para HPV sejam promissores, no Brasil, a citologia oncótica permanece o método padrão para o rastreamento populacional, sendo os testes de HPV utilizados em situações específicas, como triagem de lesões de alto grau ou seguimento pós-tratamento.

Perguntas Frequentes

Qual a idade recomendada para iniciar o rastreamento do câncer de colo uterino no Brasil?

No Brasil, o Ministério da Saúde recomenda que o rastreamento do câncer de colo uterino, por meio da citologia oncótica (Papanicolau), seja iniciado a partir dos 25 anos de idade para mulheres que já tiveram atividade sexual.

Qual a periodicidade do exame de Papanicolau no programa de rastreamento brasileiro?

Após dois exames anuais consecutivos negativos, a periodicidade recomendada passa a ser trienal. O rastreamento pode ser encerrado aos 64 anos, se a mulher tiver dois exames negativos nos últimos cinco anos.

Os testes de biologia molecular para HPV são incorporados ao programa nacional de rastreamento no Brasil?

Atualmente, os testes de biologia molecular para detecção do HPV não são incorporados como método primário de rastreamento no programa nacional de controle do câncer de colo uterino no Brasil, sendo a citologia oncótica o método padrão.

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