Manejo de Lesões Cervicais: Diretrizes para Residentes

HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2024

Enunciado

As neoplasias intraepiteliais precursoras do câncer do colo uterino fornecem uma ótima oportunidade para rastrear e tratar lesões com alto potencial para tornarem-se malignas. A associação entre o virus HPV, o desenvolvimento das lesões pré-malignas e sua posterior evolução para câncer são muito bem documentados e conhecidos. No Brasil, o Instituto Nacional do Câncer em conjunto com o Ministério da Saúde são as instituições que mantém a vigilância epidemiológica sobre essas condições e com base nestes dados, atualizam as recomendações de manejo. Abaixo há 2 sequências. A primeira descreve achados de exames de citologia oncótica de rastreamento, e a segunda descreve condutas apropriadas aos achados. Selecione qual das alternativas abaixo corresponde às relações corretas: 1. ASC-US (atipia de célula escamosa de significado indeterminado). 2. ASC-H (atipia de células escamosas de significado indeterminado, não se podendo afastar lesões de alto grau). 3. LIAG (lesão intra epitelial de alto grau ou HSIL). 4. CIBG (lesão intra epitelial de baixo grau ou LSIL). 5. ACG (lesão intra epitelial de baixo grau ou LSIL). A. Realizar colposcopia, nova citologia cervical e se paciente tiver mais de 35 ou SUA, também realizar investigação endometrial. B. Colposcopia. Se for satisfatória e sem achados, colher nova citologia em 6 meses. A persistência do achado indica exérese da zona de transformação. C. Repetir a citologia cervical em 6 meses se a idade for maior que 30 anos ou em 12 meses se idade menor que 30 anos. D. Repete a citologia cervical obrigatoriamente em 6 meses. E. Colposcopia. Se for satisfatória e sem achados, colher nova citologia com ênfase no canal endocervical, em 3 meses. A persistência do achado indica exérese da zona de transformação.

Alternativas

  1. A) 1-C, 2-E, 3-B, 4-D, 5-A
  2. B) 1-C, 2-B, 3-E, 4-D, 5-A
  3. C) 1-C, 2-E, 3-B, 4-A, 5-D
  4. D) 1-A, 2-C, 3-B, 4-E, 5-D
  5. E) 1-A, 2-B, 3-C, 4-D, 5-E

Pérola Clínica

Manejo de lesões cervicais: ASC-US <30a → citologia 12m; >30a → citologia 6m; ASC-H/LIAG → colposcopia.

Resumo-Chave

As diretrizes de manejo das lesões cervicais pré-malignas variam conforme o tipo de atipia citológica e a idade da paciente, visando otimizar o rastreamento e evitar tratamentos desnecessários ou tardios. A colposcopia é fundamental para lesões de alto grau ou quando há suspeita.

Contexto Educacional

O rastreamento do câncer de colo uterino, através da citologia oncótica (Papanicolau), é uma das estratégias de saúde pública mais eficazes para a detecção precoce e prevenção da doença. As neoplasias intraepiteliais cervicais (NIC) ou lesões intraepiteliais escamosas (SIL) são precursoras do câncer invasor, e seu manejo adequado é crucial para interromper a progressão da doença. A infecção persistente pelo Papilomavírus Humano (HPV) de alto risco é a principal causa dessas lesões. A interpretação dos resultados da citologia segue classificações como ASC-US (atipia de células escamosas de significado indeterminado), ASC-H (atipia de células escamosas, não se podendo afastar lesão de alto grau), LSIL (lesão intraepitelial de baixo grau) e HSIL (lesão intraepitelial de alto grau). Cada uma dessas categorias possui um protocolo de manejo específico, que pode incluir repetição da citologia, teste de HPV, colposcopia ou biópsia, dependendo do risco de progressão para câncer e da idade da paciente. O manejo das lesões cervicais é dinâmico e baseado em diretrizes nacionais e internacionais, como as do Ministério da Saúde e INCA no Brasil. A colposcopia é um exame fundamental para visualizar o colo uterino e guiar biópsias em áreas suspeitas. O tratamento pode variar desde o acompanhamento expectante para lesões de baixo risco até procedimentos excicionais como a conização para lesões de alto grau, visando remover a zona de transformação onde as lesões geralmente se originam.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais classificações da citologia cervical e suas implicações?

As classificações incluem ASC-US, ASC-H, LSIL (CIBG) e HSIL (LIAG), indicando diferentes graus de atipia e risco de lesão pré-maligna, o que direciona a conduta subsequente para acompanhamento ou intervenção.

Quando a colposcopia é indicada após um resultado de citologia alterada?

A colposcopia é indicada para ASC-H, HSIL (LIAG), ACG e em casos de ASC-US ou LSIL persistentes, ou em pacientes com fatores de risco específicos, para avaliação direta da lesão e biópsia.

Qual a diferença de manejo para ASC-US em pacientes jovens (<30 anos) e mais velhas (>30 anos)?

Em pacientes <30 anos, repete-se a citologia em 12 meses devido à alta taxa de regressão espontânea. Em pacientes >30 anos, repete-se em 6 meses, ou realiza-se teste de HPV, devido ao maior risco de persistência e progressão.

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