Rastreamento Câncer Colo Uterino: Conduta em Citologias Alteradas

PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2020

Enunciado

Andreia, 28 anos, vem a consulta para ver o resultado de seu exame preventivo do câncer do colo uterino; Com relação ao caso, assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas

  1. A) Está recomendado o tratamento da inflamação e posterior recoleta da citologia.
  2. B) A paciente deve manter a coleta regular anual da citologia oncótica.
  3. C) Está indicada a recoleta imediata da citologia para confirmação diagnóstica.
  4. D) Deve-se repetir a citologia a cada 6 meses e após 2 resultados negativos, retomar o rastreio trienal.
  5. E) Deve-se referenciar a paciente ao especialista para a realização de colposcopia.

Pérola Clínica

Citologia alterada em <25-30 anos → repetir em 6 meses; 2 negativos → rastreio trienal.

Resumo-Chave

Em pacientes jovens (geralmente <25-30 anos) com alterações citológicas leves como ASC-US ou LSIL, a conduta expectante com repetição da citologia em 6 meses é comum, devido à alta taxa de regressão espontânea. Após dois resultados negativos, o rastreio pode ser retomado no intervalo padrão.

Contexto Educacional

O rastreamento do câncer de colo uterino é uma das principais estratégias de saúde pública para a prevenção e detecção precoce da doença, sendo a citologia oncótica (Papanicolau) o método mais utilizado. As diretrizes brasileiras recomendam o início do rastreamento aos 25 anos para mulheres que já iniciaram atividade sexual, com exames anuais e, após dois resultados negativos consecutivos, a cada três anos. O término do rastreamento pode ocorrer aos 64 anos, se a mulher tiver dois exames negativos nos últimos cinco anos. A interpretação e conduta frente a resultados alterados da citologia dependem da idade da paciente e do tipo de alteração. Em pacientes jovens, como Andreia (28 anos), alterações leves como ASC-US (células escamosas atípicas de significado indeterminado) ou LSIL (lesão intraepitelial escamosa de baixo grau) frequentemente regridem espontaneamente. Nesses casos, a conduta expectante com repetição da citologia em 6 meses é preferível à colposcopia imediata. A alternativa correta, que sugere repetir a citologia a cada 6 meses e, após dois resultados negativos, retomar o rastreio trienal, reflete uma conduta conservadora e baseada em evidências para alterações citológicas de baixo risco em mulheres jovens. Essa abordagem evita procedimentos invasivos desnecessários e permite que o sistema imunológico da paciente elimine a infecção por HPV e as lesões associadas. É crucial que o residente conheça as diretrizes do Ministério da Saúde para o rastreamento e conduta do câncer de colo uterino.

Perguntas Frequentes

Qual a frequência recomendada para o rastreamento do câncer de colo uterino?

O rastreamento do câncer de colo uterino é geralmente iniciado aos 25 anos, com citologia a cada 3 anos após dois exames anuais negativos, até os 64 anos.

Quando é indicada a repetição da citologia em 6 meses?

A repetição da citologia em 6 meses é indicada para pacientes jovens (geralmente <25-30 anos) com alterações citológicas leves como ASC-US ou LSIL, devido à alta chance de regressão espontânea.

Quando a colposcopia é necessária após um Papanicolau alterado?

A colposcopia é indicada para alterações mais significativas, como HSIL, AGC, ou persistência de alterações leves após o período de seguimento recomendado.

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