UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2023
Considerando as diretrizes brasileiras do Ministério da Saúde (INCA, 2016) para o rastreamento do câncer de colo uterino, é correto afirmar que:
Rastreamento CA colo uterino em HIV+ → 2 exames normais com 6 meses de intervalo, depois anualmente.
Pacientes com HIV têm maior risco de desenvolver lesões intraepiteliais e câncer de colo uterino devido à imunossupressão. Por isso, as diretrizes recomendam um esquema de rastreamento mais intensivo, com exames mais frequentes, mesmo após resultados normais iniciais.
O rastreamento do câncer de colo uterino é uma estratégia fundamental de saúde pública, com o exame colpocitológico (Papanicolau) sendo a principal ferramenta. As diretrizes brasileiras do Ministério da Saúde (INCA, 2016) estabelecem protocolos específicos para diferentes populações. Para a população geral, a faixa etária recomendada para rastreamento é de 25 a 64 anos. Após dois exames anuais normais, o intervalo pode ser estendido para três anos. Em gestantes, a coleta do exame colpocitológico é segura e deve ser realizada, incluindo o esfregaço endocervical, se clinicamente indicado, pois a gravidez não impede a detecção de lesões. O uso de estrogênio tópico em mulheres pós-menopausa pode, na verdade, melhorar a qualidade da amostra ao reverter a atrofia, não devendo ser evitado. No entanto, mulheres com vírus HIV representam um grupo de alto risco. Devido à imunossupressão, elas são mais suscetíveis à infecção persistente por HPV e à progressão mais rápida para lesões de alto grau e câncer. Por isso, as diretrizes do INCA 2016 recomendam um esquema de rastreamento mais intensivo: dois exames colpocitológicos com intervalo de 6 meses. Se ambos forem normais, o rastreamento passa a ser anual, e não a cada três anos como na população geral.
De acordo com as diretrizes do INCA 2016, mulheres HIV positivas devem realizar dois exames colpocitológicos com intervalo de 6 meses. Se ambos forem normais, o rastreamento passa a ser anual. Em caso de alterações, o manejo segue protocolos específicos.
Mulheres com HIV possuem maior risco de infecção persistente por HPV e de progressão mais rápida das lesões intraepiteliais para câncer de colo uterino devido à imunossupressão. Por isso, um rastreamento mais frequente é necessário para detecção precoce.
As diretrizes gerais do INCA recomendam o rastreamento para mulheres de 25 a 64 anos. Após dois exames anuais normais, o intervalo passa a ser de três anos. A coleta em gestantes é segura e deve ser realizada, incluindo o esfregaço endocervical, se indicado.
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