Rastreamento de Câncer de Colo Uterino em Pacientes HIV+

UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2023

Enunciado

Considerando as diretrizes brasileiras do Ministério da Saúde (INCA, 2016) para o rastreamento do câncer de colo uterino, é correto afirmar que:

Alternativas

  1. A) a coleta do exame colpocitológico em gestantes deve ser evitada, assim como o esfregaço endocervical
  2. B) mulheres com vírus HIV devem realizar o exame colpocitológico anualmente caso os dois primeiros exames com intervalo de 6 meses estejam normais
  3. C) a faixa etária recomendada para rastreamento é de 25 a 60 anos, com exames a cada três anos caso os dois primeiros exames com intervalo anual estejam normais
  4. D) a utilização de estrogênio tópico previamente à realização da coleta deve ser evitada nas mulheres pósmenopausa, sob o risco de aumentar os resultados falso-positivos

Pérola Clínica

Rastreamento CA colo uterino em HIV+ → 2 exames normais com 6 meses de intervalo, depois anualmente.

Resumo-Chave

Pacientes com HIV têm maior risco de desenvolver lesões intraepiteliais e câncer de colo uterino devido à imunossupressão. Por isso, as diretrizes recomendam um esquema de rastreamento mais intensivo, com exames mais frequentes, mesmo após resultados normais iniciais.

Contexto Educacional

O rastreamento do câncer de colo uterino é uma estratégia fundamental de saúde pública, com o exame colpocitológico (Papanicolau) sendo a principal ferramenta. As diretrizes brasileiras do Ministério da Saúde (INCA, 2016) estabelecem protocolos específicos para diferentes populações. Para a população geral, a faixa etária recomendada para rastreamento é de 25 a 64 anos. Após dois exames anuais normais, o intervalo pode ser estendido para três anos. Em gestantes, a coleta do exame colpocitológico é segura e deve ser realizada, incluindo o esfregaço endocervical, se clinicamente indicado, pois a gravidez não impede a detecção de lesões. O uso de estrogênio tópico em mulheres pós-menopausa pode, na verdade, melhorar a qualidade da amostra ao reverter a atrofia, não devendo ser evitado. No entanto, mulheres com vírus HIV representam um grupo de alto risco. Devido à imunossupressão, elas são mais suscetíveis à infecção persistente por HPV e à progressão mais rápida para lesões de alto grau e câncer. Por isso, as diretrizes do INCA 2016 recomendam um esquema de rastreamento mais intensivo: dois exames colpocitológicos com intervalo de 6 meses. Se ambos forem normais, o rastreamento passa a ser anual, e não a cada três anos como na população geral.

Perguntas Frequentes

Qual a frequência do Papanicolau em mulheres HIV positivas?

De acordo com as diretrizes do INCA 2016, mulheres HIV positivas devem realizar dois exames colpocitológicos com intervalo de 6 meses. Se ambos forem normais, o rastreamento passa a ser anual. Em caso de alterações, o manejo segue protocolos específicos.

Por que mulheres com HIV têm um rastreamento de Papanicolau diferenciado?

Mulheres com HIV possuem maior risco de infecção persistente por HPV e de progressão mais rápida das lesões intraepiteliais para câncer de colo uterino devido à imunossupressão. Por isso, um rastreamento mais frequente é necessário para detecção precoce.

Quais as recomendações gerais do INCA para o rastreamento do câncer de colo uterino?

As diretrizes gerais do INCA recomendam o rastreamento para mulheres de 25 a 64 anos. Após dois exames anuais normais, o intervalo passa a ser de três anos. A coleta em gestantes é segura e deve ser realizada, incluindo o esfregaço endocervical, se indicado.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo