Rastreamento Câncer Colo Uterino: HPV no SUS

HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2025

Enunciado

Sobre o rastreamento de câncer na mulher é correto afirmar:

Alternativas

  1. A) O rastreamento do câncer de ovário está recomendado com ultrassonografia Transvaginal (USTV) e dosagem de marcadores tumorais após a menopausa.
  2. B) O rastreamento do câncer de endométrio está recomendado com USTV após a menopausa.
  3. C) O rastreamento do câncer do colo uterino terá incorporada a detecção de HPV oncogênico com testes moleculares no SUS.
  4. D) O rastreamento do câncer de vulva está indicado com colposcopia nas mulheres com fatores de risco.

Pérola Clínica

Rastreamento câncer colo uterino no SUS → incorporação de testes moleculares para HPV oncogênico.

Resumo-Chave

As diretrizes de rastreamento do câncer do colo uterino estão evoluindo, e a incorporação da detecção de HPV oncogênico por testes moleculares no Sistema Único de Saúde (SUS) representa um avanço significativo. Essa abordagem permite uma detecção mais sensível das lesões pré-cancerígenas e um espaçamento maior entre os exames em mulheres com resultados negativos.

Contexto Educacional

O rastreamento do câncer na mulher é uma área em constante evolução, com diretrizes baseadas em evidências para maximizar a detecção precoce e minimizar danos. O câncer do colo uterino é um dos poucos cânceres com rastreamento eficaz, tradicionalmente realizado pelo exame citopatológico (Papanicolau). No entanto, a infecção persistente por tipos de HPV oncogênicos é a causa principal do câncer do colo uterino. Recentemente, as diretrizes têm incorporado a testagem para HPV de alto risco como método primário ou em cotestagem com o Papanicolau, devido à sua maior sensibilidade para detectar lesões pré-cancerígenas. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) está em processo de incorporação da detecção de HPV oncogênico com testes moleculares, o que representa um avanço significativo na prevenção e controle da doença, permitindo intervalos de rastreamento mais longos para mulheres com teste de HPV negativo. Por outro lado, o rastreamento de rotina para câncer de ovário e endométrio na população geral não é recomendado. Para o câncer de ovário, a ultrassonografia transvaginal e a dosagem de marcadores tumorais (como CA-125) não demonstraram benefício em reduzir a mortalidade em estudos de larga escala, resultando em altas taxas de falsos positivos. Para o câncer de endométrio, o rastreamento é reservado para grupos de alto risco genético ou mulheres sintomáticas, sendo o sangramento uterino anormal pós-menopausa o principal sinal de alerta.

Perguntas Frequentes

Por que o rastreamento do câncer de ovário com USTV e marcadores tumorais não é recomendado para a população geral?

O câncer de ovário é raro na população geral, e a USTV e os marcadores tumorais (como CA-125) têm baixa sensibilidade e especificidade para o rastreamento, levando a muitos falsos positivos e procedimentos invasivos desnecessários.

Qual a principal vantagem da detecção de HPV oncogênico no rastreamento do câncer do colo uterino?

A detecção de HPV oncogênico é mais sensível que o Papanicolau para identificar mulheres em risco de desenvolver lesões pré-cancerígenas, permitindo um intervalo maior entre os exames em casos negativos e uma melhor estratificação do risco.

Quando o rastreamento do câncer de endométrio é indicado?

O rastreamento de rotina do câncer de endométrio não é recomendado para a população geral. É considerado apenas para mulheres com alto risco genético (ex: Síndrome de Lynch) ou com sintomas como sangramento uterino anormal pós-menopausa.

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