Câncer de Colo Uterino: Rastreamento e Idade de Início (MS)

UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2021

Enunciado

R.B.M., 17 anos, comparece à UBS para consulta com ginecologista para realizar a coleta da colpocitologia oncótica. Refere menarca aos 12 anos e coitarca aos 14 anos. Como método contraceptivo faz uso de condom em quase todas as relações. Refere ter tido mais de 5 parceiros sexuais ao longo da vida, sendo dois no último ano. Refere presença de corrimento genital sem odor e sem prurido. Ao exame ginecológico, detecta-se conteúdo vaginal leitoso, em pequena quantidade, não aderente à parede vaginal e inodoro, colo epitelizado, com orifício externo circular e ectopia em lábio anterior e posterior. A conduta a ser adotada de acordo com a recomendação do Ministério da Saúde sobre rastreamento do câncer de colo uterino é

Alternativas

  1. A) fazer a coleta da colpocitologia oncótica e tratar a candidíase vaginal.
  2. B) realizar cauterização do colo uterino e após 90 dias fazer a coleta da colpocitologia oncótica.
  3. C) orientar sobre a leucorreia fisiológica e iniciar a coleta da colpocitologia oncótica aos 25 anos da paciente.
  4. D) tratar a vaginite citolítica e posteriormente fazer a coleta da colpocitologia oncótica.
  5. E) realizar a cauterização do colo uterino e iniciar a coleta da colpocitologia oncótica aos 25 anos da paciente.

Pérola Clínica

Rastreamento câncer colo uterino MS → Início aos 25 anos para mulheres com vida sexual ativa.

Resumo-Chave

As diretrizes do Ministério da Saúde recomendam o início do rastreamento do câncer de colo uterino com a colpocitologia oncótica (Papanicolau) a partir dos 25 anos de idade para mulheres que já iniciaram a vida sexual, mesmo com fatores de risco como coitarca precoce ou múltiplos parceiros.

Contexto Educacional

O rastreamento do câncer de colo uterino é uma estratégia de saúde pública fundamental para a detecção precoce de lesões pré-cancerígenas e cancerígenas, permitindo tratamento oportuno e reduzindo a mortalidade. A colpocitologia oncótica, ou exame de Papanicolau, é o método de rastreamento mais utilizado. As diretrizes do Ministério da Saúde (MS) são claras e baseadas em evidências para otimizar a relação custo-benefício e evitar intervenções desnecessárias. De acordo com o MS, o rastreamento deve ser iniciado aos 25 anos de idade para mulheres que já tiveram atividade sexual. Essa recomendação se baseia no fato de que o câncer de colo uterino é raro antes dessa idade e que muitas lesões de baixo grau em mulheres jovens regridem espontaneamente. Fatores de risco como coitarca precoce e múltiplos parceiros sexuais não justificam o início do rastreamento antes dos 25 anos. No caso da paciente, a presença de corrimento vaginal leitoso, inodoro e sem prurido, com colo epitelizado e ectopia, é compatível com leucorreia fisiológica e ectopia cervical, achados comuns e benignos. Portanto, a conduta correta é orientar sobre a fisiologia e aguardar a idade recomendada para iniciar o rastreamento, evitando exames e procedimentos desnecessários em uma faixa etária com alta taxa de regressão espontânea de lesões de baixo grau.

Perguntas Frequentes

Qual a idade recomendada pelo Ministério da Saúde para iniciar o rastreamento do câncer de colo uterino?

O Ministério da Saúde recomenda iniciar o rastreamento com a colpocitologia oncótica (Papanicolau) a partir dos 25 anos de idade para mulheres que já tiveram atividade sexual.

Por que não se recomenda o rastreamento antes dos 25 anos, mesmo com fatores de risco?

Em mulheres jovens, a incidência de câncer invasivo é muito baixa, e muitas lesões de baixo grau causadas pelo HPV regridem espontaneamente. O rastreamento precoce pode levar a intervenções desnecessárias.

O que é a leucorreia fisiológica e como diferenciá-la de uma infecção?

A leucorreia fisiológica é um corrimento vaginal normal, geralmente branco leitoso, sem odor e sem prurido, que varia com o ciclo menstrual. Infecções geralmente causam alterações na cor, odor, prurido, dor ou disúria.

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