SES-MA - Secretaria de Estado de Saúde do Maranhão — Prova 2021
Reduzir a mortalidade por câncer do colo do útero no Brasil ainda é um desafio a ser vencido. O rastreamento é uma tecnologia da atenção primária, e os profissionais atuantes nesse nível de atenção devem conhecer o método, a periodicidade e a população-alvo recomendados, sabendo ainda orientar e encaminhar para tratamento as mulheres de acordo com os resultados dos exames e garantir o seu seguimento.(Ministério da Saúde, 2019).Em relação a temática relatada, marque a assertiva CORRETA:
Mulheres histerectomizadas por lesão precursora de câncer de colo uterino devem manter o rastreamento citopatológico.
Mesmo após histerectomia por lesão precursora de câncer de colo uterino, o rastreamento citopatológico deve ser mantido para detectar possíveis lesões na cúpula vaginal, que podem ser decorrentes de persistência ou recorrência da infecção por HPV. As diretrizes do Ministério da Saúde enfatizam a importância do seguimento adequado.
O rastreamento do câncer do colo do útero, principalmente através do exame citopatológico (Papanicolau), é uma ferramenta fundamental na atenção primária para reduzir a mortalidade por essa neoplasia. É crucial que os profissionais de saúde compreendam as diretrizes de periodicidade, população-alvo e condutas para resultados anormais, garantindo o seguimento adequado das mulheres. A infecção persistente por subtipos oncogênicos do Papilomavavírus Humano (HPV) é a principal causa do câncer de colo uterino. As diretrizes do Ministério da Saúde abordam situações específicas. Por exemplo, o rastreamento em gestantes é seguro e recomendado. Para mulheres submetidas à histerectomia, a necessidade de rastreamento depende da indicação da cirurgia; se foi por lesão precursora do câncer de colo uterino, o seguimento citopatológico da cúpula vaginal é mandatório devido ao risco de persistência ou recorrência da doença. Em mulheres HIV positivas, o rastreamento é mais frequente devido à imunossupressão e maior risco de progressão das lesões. Achados citopatológicos como ASC-US (células escamosas atípicas de significado indeterminado) requerem condutas específicas baseadas na idade da paciente e na disponibilidade de testes de HPV. É importante diferenciar achados microbiológicos normais (como Lactobacillus sp.) de infecções que demandam tratamento. A compreensão dessas nuances é vital para a prática clínica e para a prevenção eficaz do câncer de colo do útero.
O rastreamento citopatológico em gestantes não é contraindicado e deve ser realizado normalmente, preferencialmente no primeiro trimestre. Achados anormais devem ser investigados e acompanhados, com a colposcopia sendo segura durante a gravidez, se indicada.
Em mulheres HIV positivas, o rastreamento é mais intensivo devido ao maior risco de lesões. O exame citopatológico deve ser realizado semestralmente no primeiro ano e, se normais, anualmente a partir de então, independentemente do status imunológico, conforme as diretrizes mais recentes.
Em mulheres com idade inferior a 25 anos com ASC-US, a conduta é a repetição do exame citopatológico em 12 meses, devido à alta taxa de regressão espontânea de lesões de baixo grau nessa faixa etária. Em mulheres a partir de 25 anos, a repetição é em 6 meses ou teste de HPV.
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