IFF/Fiocruz - Instituto Fernandes Figueira (RJ) — Prova 2021
A idade de início do rastreamento do câncer de colo de útero é objeto de muitos estudos. A recomendação das Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer de Colo do Útero é iniciar o tratamento após os 25 anos de idade. Além da baixa incidência de câncer do colo do útero em mulheres jovens, há evidências de que o rastreamento em mulheres com menos de 25 anos seja menos eficiente do que em mulheres mais maduras. Infelizmente ainda é frequente a coleta da colpocitologia em mulheres jovens no Brasil. Bruna 21 anos, procurou atendimento médico pois recebeu o laudo da colpocitologia colhida há 1 mês. O exame mostra a presença de lesão intraepitelial escamosa de baixo grau (LSIL). Qual a conduta deve ser adotada para Bruna, seguindo as Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer de Colo do Útero?
LSIL em < 25 anos → repetir colpocitologia em 3 anos (devido alta regressão espontânea).
As Diretrizes Brasileiras recomendam iniciar o rastreamento do câncer de colo de útero após os 25 anos. Em mulheres jovens (<25 anos) com LSIL, a conduta é repetir a colpocitologia em 3 anos, devido à alta taxa de regressão espontânea das lesões e à baixa incidência de câncer invasor nessa faixa etária.
O rastreamento do câncer de colo do útero é uma estratégia de saúde pública crucial, mas suas diretrizes são adaptadas às diferentes faixas etárias. No Brasil, as recomendações atuais indicam o início do rastreamento com colpocitologia oncótica a partir dos 25 anos de idade para mulheres que já iniciaram atividade sexual. Essa abordagem visa otimizar a eficácia do rastreamento e evitar intervenções desnecessárias em mulheres jovens. A baixa incidência de câncer invasor em mulheres com menos de 25 anos e a alta taxa de regressão espontânea das lesões intraepiteliais de baixo grau (LSIL) nessa população justificam uma conduta mais conservadora. Quando uma mulher jovem (abaixo de 25 anos) apresenta um resultado de LSIL na colpocitologia, a diretriz brasileira preconiza a repetição do exame citopatológico em 3 anos. Essa conduta expectante permite que o sistema imunológico da paciente elimine o vírus e a lesão regrida espontaneamente, evitando procedimentos como colposcopia e biópsia que podem gerar ansiedade, custos e, em alguns casos, complicações desnecessárias. É fundamental que residentes e profissionais de saúde estejam atualizados com essas diretrizes para oferecer o cuidado mais adequado e baseado em evidências.
As Diretrizes Brasileiras recomendam iniciar o rastreamento do câncer de colo do útero após os 25 anos de idade para mulheres que já iniciaram atividade sexual.
Para mulheres com menos de 25 anos e diagnóstico de LSIL, a conduta recomendada é repetir a colpocitologia em 3 anos, devido à alta taxa de regressão espontânea das lesões nessa faixa etária.
A colposcopia imediata não é indicada devido à alta probabilidade de regressão espontânea da lesão, à imaturidade da junção escamocolunar e para evitar procedimentos invasivos desnecessários em uma população com baixa incidência de câncer invasor.
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