HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2023
Após 6 meses de um resultado de citologia oncótica de colo uterino com resultado de atipia de células escamosas, provavelmente não neoplásicas (ASC-US), uma paciente de 34 anos repete o exame e apresenta o resultado: lesão intraepitelial de baixo grau (LIEBG). De acordo com as Diretrizes para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero, o próximo passo para o tratamento adequado é:
LIEBG em citologia → encaminhar à colposcopia para avaliação e biópsia.
De acordo com as diretrizes brasileiras para o rastreamento do câncer do colo do útero, um resultado de Lesão Intraepitelial de Baixo Grau (LIEBG) na citologia oncótica requer encaminhamento imediato para colposcopia. Isso permite a visualização direta do colo, identificação de lesões e realização de biópsia para confirmação histopatológica.
O rastreamento do câncer do colo do útero é uma estratégia fundamental de saúde pública, visando a detecção precoce de lesões pré-cancerígenas e cancerígenas. A citologia oncótica (Papanicolau) é o principal método de rastreamento, e a interpretação de seus resultados, como a Lesão Intraepitelial de Baixo Grau (LIEBG), é crucial para a conduta adequada. A LIEBG representa uma infecção produtiva pelo Papilomavírus Humano (HPV) e alterações celulares que podem regredir espontaneamente, mas também têm potencial de progressão para lesões de alto grau ou câncer. As diretrizes brasileiras para o rastreamento do câncer do colo do útero são claras quanto à conduta após um diagnóstico de LIEBG. Nesse cenário, o próximo passo é o encaminhamento da paciente para colposcopia. A colposcopia é um exame que permite a visualização magnificada do colo uterino, vagina e vulva, utilizando soluções como ácido acético e lugol para identificar áreas com alterações sugestivas de lesão. Se lesões forem identificadas, biópsias direcionadas são realizadas para obter um diagnóstico histopatológico, que guiará o tratamento subsequente. A repetição da citologia ou a realização do teste de DNA-HPV não são as condutas iniciais para LIEBG, pois a colposcopia oferece a oportunidade de diagnóstico histopatológico e tratamento.
Após um resultado de Lesão Intraepitelial de Baixo Grau (LIEBG) na citologia, a paciente deve ser encaminhada para colposcopia para avaliação detalhada do colo uterino e, se necessário, biópsia.
A colposcopia permite ao médico visualizar o colo uterino com magnificação, identificar áreas suspeitas de lesão e realizar biópsias direcionadas para obter um diagnóstico histopatológico preciso.
O teste de DNA-HPV é utilizado em situações específicas, como no seguimento de ASC-US em mulheres >30 anos ou após tratamento de lesões de alto grau, mas não é o próximo passo direto após um LIEBG.
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