Colposcopia e Rastreamento do Câncer de Colo Uterino

PMSO - Prefeitura Municipal de Sorocaba (SP) — Prova 2020

Enunciado

Em relação à prevenção do carcinoma do colo do útero é falso:

Alternativas

  1. A) A coleta tríplice de colpocitologia oncótica consiste na coleta do material do fundo de saco vaginal posterior, ectocérvice e endocérvice.
  2. B) A colposcopia permite localizar no colo do útero as lesões pré malignas e o carcinoma invasivo inicial, podendo ser utilizado isoladamente como método de detecção e rastreamento desta neoplasia.
  3. C) Ao interpretar-se o teste de Schiller as áreas iodo positivas são Schiller negativas e as áreas Iodo negativas são Schiller positivas.
  4. D) A conização do colo do útero pode ser útil quando a paciente apresenta citologia oncótica compatível com carcinoma in situ ou displasia grave, não observando à colposcopia imagens suspeitas.
  5. E) Lesões macroscópicas suspeitas no colo do útero devem ser biopsiadas sem aguardar o resultado da colpocitologia oncótica.

Pérola Clínica

Colposcopia não é método de rastreamento isolado; é exame complementar para lesões suspeitas.

Resumo-Chave

A colposcopia é um exame complementar para avaliar lesões suspeitas identificadas no rastreamento (citologia), não devendo ser utilizada isoladamente como método de detecção e rastreamento primário do carcinoma do colo do útero.

Contexto Educacional

A prevenção do carcinoma do colo do útero é um pilar fundamental da saúde da mulher, baseada principalmente no rastreamento por meio da colpocitologia oncótica (Papanicolau) e, mais recentemente, pelo teste de HPV. O objetivo é detectar lesões pré-malignas (NIC) antes que progridam para câncer invasivo. A coleta tríplice da citologia, abrangendo ectocérvice, endocérvice e fundo de saco vaginal, garante uma amostragem adequada. A colposcopia, por sua vez, não é um método de rastreamento primário. Ela é um exame de segunda linha, indicado para investigar citologias anormais ou lesões suspeitas visualizadas macroscopicamente. Permite a visualização magnificada do colo, a aplicação de ácido acético e lugol (teste de Schiller) para identificar áreas acetobrancas ou iodo-negativas, que são Schiller positivas e sugerem lesões. A partir da colposcopia, biópsias dirigidas são realizadas para confirmação histopatológica. A conização cervical é um procedimento terapêutico e diagnóstico, útil para remover lesões de alto grau (NIC 2/3) ou carcinoma in situ, especialmente quando a colposcopia não consegue delimitar completamente a lesão ou há discordância cito-histológica. Lesões macroscópicas suspeitas devem ser sempre biopsiadas imediatamente, independentemente do resultado da citologia, devido ao risco de câncer invasivo. A vacinação contra o HPV é outra estratégia crucial na prevenção primária.

Perguntas Frequentes

Qual o papel da colposcopia na prevenção do câncer de colo uterino?

A colposcopia é um exame complementar que permite visualizar o colo uterino com magnificação, identificar áreas suspeitas e guiar biópsias, sendo indicada após um resultado anormal da citologia oncótica, e não como método de rastreamento primário.

O que é a coleta tríplice de colpocitologia oncótica?

A coleta tríplice de colpocitologia oncótica envolve a obtenção de material do fundo de saco vaginal posterior, da ectocérvice (parte externa do colo) e da endocérvice (canal cervical), visando uma amostragem completa para detecção de células anormais.

Como interpretar o teste de Schiller?

No teste de Schiller, áreas com células normais ricas em glicogênio coram-se em marrom-escuro (iodo-positivas, Schiller negativas). Áreas com lesões pré-malignas ou malignas, pobres em glicogênio, não coram (iodo-negativas, Schiller positivas), indicando a necessidade de biópsia.

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