UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2020
Em relação ao rastreio do câncer do colo uterino no Brasil NÃO PODEMOS AFIRMAR:
Rastreio CCU Brasil: <25 anos não rastrear; se LSIL/ASCUS em <25, repetir em 12 meses ou 3 anos. >30 anos ASCUS, repetir em 3 anos ou HPV.
As diretrizes brasileiras de rastreamento do câncer de colo uterino têm condutas específicas para diferentes faixas etárias e resultados citopatológicos, visando evitar intervenções desnecessárias em jovens e otimizar a detecção em grupos de risco, como o manejo de ASCUS e LSIL.
O rastreamento do câncer de colo uterino no Brasil segue diretrizes específicas que consideram a idade da paciente e o resultado do exame citopatológico (Papanicolaou). É fundamental que residentes e profissionais de saúde estejam atualizados com essas recomendações para garantir um manejo adequado e evitar condutas excessivas ou insuficientes. A compreensão das nuances para cada faixa etária e tipo de lesão é crucial para a prática clínica e para as provas de residência. Para mulheres jovens, especialmente aquelas com menos de 25 anos, o rastreamento não é recomendado devido à alta prevalência de infecção por HPV e lesões de baixo grau que regridem espontaneamente. Se, por algum motivo, um exame for realizado e resultar em ASCUS ou LSIL nessa faixa etária, a conduta geralmente envolve a repetição do exame em 12 meses ou 3 anos, dependendo da lesão e do protocolo local, evitando intervenções invasivas desnecessárias. A repetição em 3 anos para ASCUS em < 25 anos é uma conduta aceitável, enquanto para LSIL em < 25 anos, a repetição em 12 meses é mais comum. Para mulheres acima de 30 anos, as condutas mudam. Em caso de ASCUS, a recomendação é repetir o citopatológico em 3 anos ou realizar o teste de HPV. A repetição anual não é indicada, pois não agrega benefício e aumenta a sobrecarga. Lesões de alto grau (HSIL), por outro lado, sempre exigem encaminhamento para colposcopia, independentemente da idade, devido ao risco significativo de progressão para câncer invasivo. Dominar essas condutas é essencial para a prevenção secundária do câncer de colo uterino.
Para pacientes com menos de 25 anos, o rastreamento não é recomendado. Se um exame for realizado e resultar em LSIL, a conduta é repetir o exame em 12 meses, devido à alta taxa de regressão espontânea de lesões nessa faixa etária, não em 3 anos.
Para mulheres acima de 30 anos com ASCUS, a recomendação é repetir o exame citopatológico em 3 anos ou realizar o teste de HPV. A repetição anual não é a conduta padrão, visando reduzir a frequência de exames desnecessários.
Em caso de citologia oncótica compatível com lesão de alto grau (HSIL), a paciente deve ser imediatamente encaminhada para colposcopia, independentemente da idade, para avaliação e biópsia da lesão.
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