Rastreio Câncer Colo Uterino: Condutas por Idade e Resultado

UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2020

Enunciado

Em relação ao rastreio do câncer do colo uterino no Brasil NÃO PODEMOS AFIRMAR:

Alternativas

  1. A) Paciente, 23 anos, portando resultado da citologia oncótica compatível com lesão de baixo grau recomenda- se repetir o exame com 03 (três) anos. 
  2. B) Paciente, 40 anos, portando resultado de citologia oncótica compatível com células escamosas atípicas de significado indeterminado (ASCUS) recomenda-se repetir o exame anual.
  3. C) Paciente com citologia oncótica compatível com lesão de alto grau deve ser encaminhada para colposcopia. 
  4. D) Paciente, 19 anos, portando citologia oncótica compatível com células escamosas atípicas de significado indeterminado (ASCUS) recomenda-se repetir o exame com 03 (três) anos. 

Pérola Clínica

Rastreio CCU Brasil: <25 anos não rastrear; se LSIL/ASCUS em <25, repetir em 12 meses ou 3 anos. >30 anos ASCUS, repetir em 3 anos ou HPV.

Resumo-Chave

As diretrizes brasileiras de rastreamento do câncer de colo uterino têm condutas específicas para diferentes faixas etárias e resultados citopatológicos, visando evitar intervenções desnecessárias em jovens e otimizar a detecção em grupos de risco, como o manejo de ASCUS e LSIL.

Contexto Educacional

O rastreamento do câncer de colo uterino no Brasil segue diretrizes específicas que consideram a idade da paciente e o resultado do exame citopatológico (Papanicolaou). É fundamental que residentes e profissionais de saúde estejam atualizados com essas recomendações para garantir um manejo adequado e evitar condutas excessivas ou insuficientes. A compreensão das nuances para cada faixa etária e tipo de lesão é crucial para a prática clínica e para as provas de residência. Para mulheres jovens, especialmente aquelas com menos de 25 anos, o rastreamento não é recomendado devido à alta prevalência de infecção por HPV e lesões de baixo grau que regridem espontaneamente. Se, por algum motivo, um exame for realizado e resultar em ASCUS ou LSIL nessa faixa etária, a conduta geralmente envolve a repetição do exame em 12 meses ou 3 anos, dependendo da lesão e do protocolo local, evitando intervenções invasivas desnecessárias. A repetição em 3 anos para ASCUS em < 25 anos é uma conduta aceitável, enquanto para LSIL em < 25 anos, a repetição em 12 meses é mais comum. Para mulheres acima de 30 anos, as condutas mudam. Em caso de ASCUS, a recomendação é repetir o citopatológico em 3 anos ou realizar o teste de HPV. A repetição anual não é indicada, pois não agrega benefício e aumenta a sobrecarga. Lesões de alto grau (HSIL), por outro lado, sempre exigem encaminhamento para colposcopia, independentemente da idade, devido ao risco significativo de progressão para câncer invasivo. Dominar essas condutas é essencial para a prevenção secundária do câncer de colo uterino.

Perguntas Frequentes

Qual a conduta para uma paciente de 23 anos com lesão de baixo grau (LSIL) no citopatológico?

Para pacientes com menos de 25 anos, o rastreamento não é recomendado. Se um exame for realizado e resultar em LSIL, a conduta é repetir o exame em 12 meses, devido à alta taxa de regressão espontânea de lesões nessa faixa etária, não em 3 anos.

Qual a conduta para uma paciente de 40 anos com células escamosas atípicas de significado indeterminado (ASCUS)?

Para mulheres acima de 30 anos com ASCUS, a recomendação é repetir o exame citopatológico em 3 anos ou realizar o teste de HPV. A repetição anual não é a conduta padrão, visando reduzir a frequência de exames desnecessários.

O que fazer em caso de citologia compatível com lesão de alto grau (HSIL)?

Em caso de citologia oncótica compatível com lesão de alto grau (HSIL), a paciente deve ser imediatamente encaminhada para colposcopia, independentemente da idade, para avaliação e biópsia da lesão.

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